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MEIO AMBIENTE 21 de maio de 2026

Comunidade recebe mutirão de reflorestamento para driblar avanço de queimadas

Ação em Oeiras do Pará reuniu famílias em torno do plantio de mil mudas de várias espécies
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Coletivo Meninas do Quilombo em Oeiras do Pará Foto: Vitória Leona/Observatório do Marajó
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Por Tereza Coelho

Em meio aos desafios provocados pelas queimadas que atingiram o arquipélago do Marajó nos últimos anos, a Comunidade Quilombola de São Bernardo, em Oeiras do Pará, se mobiliza para reconstruir áreas degradadas por meio do reflorestamento comunitário, fortalecendo a produção sustentável, a segurança alimentar e o protagonismo das mulheres quilombolas na gestão do território.

Na última semana, 15 famílias da comunidade participaram de um mutirão voltado à recuperação ambiental e ao fortalecimento das práticas agroecológicas. A iniciativa desenvolvida pelo Observatório do Marajó já passou por outros municípios como Portel, Breves e Melgaço. Em Oeiras, o mutirão foi feito em parceria com o Coletivo de Mulheres Meninas do Quilombo.

A ação reuniu as famílias da comunidade em torno do plantio de mil mudas de espécies como açaí, abacaxi, banana, café e cítricos, como limão, laranja e tangerina, promovendo o início da recomposição da vegetação afetada pelo fogo, gerando também alternativas de geração de renda e autonomia alimentar para as famílias.

Representante do Coletivo Meninas do Quilombo, Dona Jacirene destaca o papel financeiro dos plantios para a independência financeira e valorização das mulheres da comunidade:

“Sabemos que o que vamos colher vai servir tanto para se alimentar, quanto para melhorar uma renda financeira de cada família, cada mulher vai se sentir, eu digo, mais empoderada de saber que vai ter uma colheita de alguma coisa que ela vai estar ali produzindo, que é produção dela, que ela vai estar vendendo e que ela vai ter uma autonomia de compra e venda de acordo com aquilo que cada uma vai colher”, declara.

Além do impacto econômico, o reflorestamento comunitário surge como uma resposta direta aos efeitos das mudanças climáticas na região. Dados do Inpe apontam que, entre 2023 e 2025, Oeiras do Pará registrou 859 focos de queimadas, sendo um dos municípios marajoaras mais afetados pelo fogo.

Iniciativa está reconstruindo áreas da comunidade com SAFs. Foto: Vitória Leona/Observatório do Marajó

SAFs como estratégia

Ediane Lima, uma das lideranças do projeto, aponta que os Sistemas Agroflorestais (SAFs) são a estratégia ideal para a recomposição dessas áreas por aliar recuperação ambiental e produção de alimentos, uma dupla avaliada como altamente eficaz para lidar como avanço da crise climática:

“Os SAFs são soluções baseadas na natureza eficazes, viáveis para mitigar e adaptar os efeitos das mudanças climáticas, seja pela sua comprovada eficiência na recuperação de áreas degradadas, como também pela restauração de florestas nativas. Sem contar que nesses sistemas, diferente dos monocultivos, é possível produzir alimentos diversos, contribuindo para a segurança alimentar das famílias e com o aumento de suas rendas”, argumenta.

Segundo o Observatório do Marajó, o mutirão faz parte de um conjunto de ações voltadas à justiça climática, à valorização dos territórios tradicionais e à construção de alternativas sustentáveis na Amazônia marajoara. A organização, formada por lideranças comunitárias e ativistas socioambientais, defende que as próprias comunidades devem estar no centro das políticas de enfrentamento à crise climática, especialmente por já desenvolverem soluções baseadas em conhecimentos ancestrais e práticas tradicionais.

Valma Teles (em destaque) e parte das integrantes do Coletivo de Meninas do Quilombo durante o mutirão. Foto: Vitória Leona/Observatório do Marajó

Diretora executiva do Observatório do Marajó e liderança ribeirinha de Portel, Valma Teles, aponta a necessidade de ampliar investimentos públicos em iniciativas comunitárias:

“Na ponta, as comunidades estão lidando com a emergência climática usando seus conhecimentos tradicionais e práticas ancestrais para chamar atenção para soluções baseadas na natureza que precisam de financiamento público e escala. O dinheiro do Estado não pode priorizar o agronegócio do latifundiário, muitas vezes grileiro, e esvaziar as comunidades de recursos para fazerem a gestão territorial”, diz.

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