Resumo
- A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que o fenômeno já começou e deve ganhar muita força nos próximos meses, estendendo seus efeitos até o início de 2027.
- A previsão de um evento intenso ameaça a produção nacional de grãos para o ciclo 2026/27, trazendo riscos climáticos para as lavouras do país.
- O Ministério da Agricultura oficializou a criação de um grupo de trabalho focado em avaliar os impactos do fenômeno e proteger o produtor rural.
- O comitê terá 60 dias para mapear as vulnerabilidades regionais e propor estratégias de defesa para culturas essenciais, como soja, milho, trigo, feijão, cana, café e mandioca.
- O grupo se reunirá semanalmente e será composto por representantes do ministério, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e da Embrapa.
O fenômeno climático El Niño já começou no Oceano Pacífico e deve ganhar muita força entre julho e setembro, provocando calor extremo e secas severas, com efeitos por vários meses. O alerta é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a agência de meteorologia da ONU.
“Já se observam condições características de um episódio de El Niño e a previsão é de uma intensificação rápida até se tornar um episódio forte”, declarou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
O alerta chega dois dias depois de o Ministério da Agricultura instituir um grupo de trabalho para avaliar os impactos do fenômeno climático El Niño na produção agropecuária nacional e propor estratégias de mitigação e proteção do produtor rural
O grupo foi criado por meio de portaria no Diário Oficial da União, assinada durante o lançamento do Plano Safra 2026/27.
O alerta climático da ONU e o risco no Brasil
- Intensidade máxima: O aquecimento das águas do Pacífico deve passar dos 2°C acima da média no segundo semestre. Especialistas já alertam para o risco de um “Super El Niño”, cujos efeitos devem influenciar o clima até o início de 2027.
- Efeito no Brasil: O fenômeno costuma bagunçar o regime de chuvas no país, trazendo o risco de estiagem e calor forte na região central e no Matopiba, enquanto eleva os volumes de chuva na região Sul.
A estratégia de defesa
O novo grupo de trabalho terá o prazo de 60 dias para entregar um plano de ação detalhado. As principais medidas incluem:
- Mapeamento de risco: Identificar as áreas mais frágeis de cada região geográfica do país com base nos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
- Foco nas grandes culturas: Avaliar os impactos diretos nas plantações de soja, milho, trigo, feijão, cana-de-açúcar, café e mandioca.
- Plano de proteção: Criar estratégias de adaptação para as fazendas e propor novos instrumentos financeiros e institucionais para mitigar os prejuízos dos produtores.
O comitê fará reuniões semanais e será formado por especialistas do próprio ministério, do Inmet e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Os relatórios finais e o cronograma de ações serão validados pela Secretaria Executiva da pasta.
Fonte: UN News e Estadão


