Resumo
- O Reino Unido planeja proibir a importação de commodities agrícolas produzidas em áreas de desmatamento ilegal a partir de 2027.
- A medida exige que empresas britânicas garantam a rastreabilidade de produtos essenciais como soja, café, óleo de palma e cacau.
- Ao contrário do regulamento da União Europeia (EUDR), que barra produtos mesmo de desmatamentos autorizados por leis locais, a proposta britânica foca especificamente no desmatamento ilegal.
- O governo britânico fará consultas públicas com empresas e parceiros internacionais ao longo do ano para definir os detalhes da lei, que se baseia nas discussões da London Climate Action Week.
Empresas britânicas que compram commodities como soja, café, óleo de palma e cacau terão que garantir que os produtos não tenham sido produzidos em áreas de desmatamento ilegal.
O governo britânico anunciou que vai aplicar medidas para impedir a compra de produtos estrangeiros importados originados de terras desmatadas ilegalmente. A proposta de legislação, inspirada no Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês), foi apresentada durante a London Climate Action Week nesta terça-feira, 23 de junho.
Na proposta, empresas britânicas que compram commodities agrícolas terão que comprovar a origem regularizada dos produtos. A regra, porém, difere da EUDR a respeito do desmate legal, já que a norma do bloco europeu barra a compra de produtos de áreas desmatadas mesmo dentro da lei, com data de corte em 2020.
Segundo o governo britânico, as empresas, a sociedade civil e parceiros internacionais serão consultados ao longo do ano para formar os detalhes da legislação, que é esperada para entrar em vigor em 2027.
A EUDR, que está prevista para entrar em vigor em dezembro de 2026, é citada como a base para a medida britânica. A legislação europeia estabelece e abrange a proibição da importação de madeira, cacau, café, soja, óleo de palma, gado, carne e borracha de áreas desmatadas a partir de 2021.
Fonte: Globo Rural


