Close Menu
Pará Terra BoaPará Terra Boa
  • COP30
  • GENTE DA TERRA
  • ECONOMIA
  • AGRICULTURA
  • MEIO AMBIENTE
  • CULTURA
  • SOBRE
  • CONTATO
Últimas notícias

STF mantém leis que esvaziaram Moratória da Soja, mas afasta acusação de cartel

ECONOMIA

Com chegada do El Niño, especialistas alertam para mortes por ondas de calor

MEIO AMBIENTE

Amazônia perde 53,9 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos

MEIO AMBIENTE
Facebook Instagram LinkedIn
1.
  • STF mantém leis que esvaziaram Moratória da Soja, mas afasta acusação de cartel
  • Com chegada do El Niño, especialistas alertam para mortes por ondas de calor
  • Amazônia perde 53,9 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos
  • Combinação de garimpo e seca ameaça sobrevivência de povos originários
  • Ibama autoriza redução de vazão de água em Belo Monte a nível mínimo
12 de agosto de 2026
Pará Terra BoaPará Terra Boa
Facebook Instagram
  • COP30
  • GENTE DA TERRA
  • ECONOMIA
  • AGRICULTURA
  • MEIO AMBIENTE
  • CULTURA
Pará Terra BoaPará Terra Boa
Home»ECONOMIA»Como o crédito rural pode conter o desmatamento sem travar a produção
ECONOMIA 5 de agosto de 2026

Como o crédito rural pode conter o desmatamento sem travar a produção

Estudo propõe diferenciar financiamentos por região e tipo de atividade para incentivar quem protege a floresta
WhatsApp Facebook LinkedIn Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas Email
Foto: Agência Pará
Compartilhar
WhatsApp Facebook Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas LinkedIn Email

Resumo:

  • Em 452 municípios amazônicos analisados entre 2006 e 2017, o crédito rural adicional não teve efeito estatisticamente significativo sobre o desmatamento nas regiões consolidadas, com terra formalizada e fiscalização ativa.
  • Nas áreas de transição, cada 1% a mais de crédito agrícola aparece associado a 0,18% de aumento na perda florestal; em fronteiras remotas, o crédito pecuário eleva esse efeito para cerca de 0,5%.
  • A Resolução 3545, de 2008, do Banco Central é apontada pelos autores como precedente de condicionalidade que reduziu perda florestal sem limitar produção.
  • A recomendação central é diferenciar o crédito por atividade e por território, financiando produtividade onde a terra já é escassa e restringindo linhas de expansão em regiões de mata.

Por André Garcia

Separar o crédito rural por tipo de atividade e por região pode ser o caminho para conter o desmatamento na Amazônia sem travar a produção. É essa a proposta de pesquisadores da USP e da Duke University, que defendem vantagens no crédito para quem já produz em áreas regularizadas.

A conclusão vem do cruzamento de dados de crédito e desmatamento em 452 municípios amazônicos, ao longo de mais de dez anos. O levantamento mostrou um padrão claro: em áreas já abertas e regularizadas, o crédito serviu para produzir mais na mesma terra. Já em regiões próximas à floresta, o dinheiro acabou puxando a abertura de novas áreas.

A proposta está em nota técnica divulgada nesta semana pela Rede de Pesquisa em Produtividade e Sustentabilidade (Rede PP&S), que defende que o crédito rural, por si só, não é nem vilão nem solução para a floresta — tudo depende de onde e como ele é usado.

“Este impacto depende do contexto em que é utilizado. Reconhecer essa heterogeneidade permite que os formuladores de políticas elaborem estratégias mais eficazes, alinhando o desenvolvimento econômico com a conservação florestal, em vez de tratá-los como objetivos concorrentes”, diz trecho do documento.

Crédito acelera tendência

O estudo, assinado por Patricia G. C. Ruggiero e Paula Carvalho Pereda, da USP, e por Alexander Pfaff, da Duke University, cruzou imagens de satélite sobre uso da terra com registros de crédito rural para agricultura e pecuária entre 2006 e 2017.

Nas áreas de transição — onde a lavoura avança sobre pastagens antigas — cada aumento de 1% no crédito agrícola apareceu associado a um crescimento de cerca de 0,18% no desmatamento. Já nas fronteiras mais remotas, o crédito para pecuária teve peso maior: o mesmo aumento de 1% no financiamento esteve associado a uma perda florestal de cerca de 0,5%.

Os números descrevem duas fases do mesmo processo, que normalmente segue esta ordem: primeiro a floresta vira pasto, depois o pasto vira lavoura. Segundo os pesquisadores, o crédito não cria esse movimento — ele acelera uma tendência que já está em curso em cada etapa.

O que o estudo mede

A análise compara o volume de crédito com a perda de floresta por município, sem entrar fazenda por fazenda. Ao todo, 139 municípios têm a lavoura como principal pressão sobre a floresta, e outros 179 têm a pecuária nesse papel — juntos, somam cerca de 70% da amostra.

Na prática, isso significa que um produtor com CAR em dia e reserva legal regularizada, instalado num município de fronteira, entra na mesma estatística que o restante da região — mesmo produzindo de forma correta.

O estudo também não separa desmatamento autorizado de ilegal: os percentuais incluem qualquer abertura de área, mesmo a que está dentro do que o Código Florestal permite.

Já existe precedente no Brasil

O trabalho cita um exemplo concreto: desde 2008, pela Resolução 3545, produtores em municípios com alto índice de desmatamento precisam comprovar regularidade ambiental para acessar linhas de crédito subsidiado. Segundo os autores, essa exigência ajudou a reduzir a perda de floresta sem derrubar a produção.

“O crédito pode servir como uma poderosa alavanca política quando combinado com monitoramento e fiscalização. Em vez de atuar como uma ferramenta neutra, o desenho e direcionamento podem moldar as decisões de uso da terra, ajudando a alinhar os incentivos econômicos com a conservação florestal”, escrevem os autores.

O debate segue em aberto: a regra que bloquearia crédito para quem desmata ilegalmente foi adiada para 2027, enquanto bancos como Itaú BBA e Sicredi já sinalizam uma safra 2026/27 com concessão mais seletiva — por razões de risco e endividamento, não ambientais.

O que muda para quem já está regularizado

Com base nesses achados, os pesquisadores fazem cinco recomendações:

  • direcionar o crédito conforme o contexto de cada região
  • alinhá-lo à regularização fundiária
  • aplicar regras diferentes para pecuária e lavoura
  • condicionar o acesso a critérios ambientais
  • priorizar linhas voltadas à intensificação — como recuperação de pastagem degradada e sistemas agroflorestais

Grande parte disso já existe na prática. O RenovAgro, por exemplo, já financia recuperação de pastagem em qualquer região do País. O que a proposta muda não é criar uma linha nova, mas usar o critério territorial para definir onde essa recuperação deve ser prioridade — e onde a expansão sobre floresta deve ser restringida.

Para quem produz em área consolidada, com documentação em dia, a leitura é favorável: o estudo é um argumento técnico contra a regra igual para todos, e coloca a regularização como vantagem de acesso ao crédito, não como custo extra de burocracia.

Saiba mais

O que é a Resolução 3545 – Editada pelo Banco Central em 2008, condicionou o crédito rural subsidiado no bioma amazônico à comprovação de regularidade ambiental e fundiária. Quem quisesse acessar linhas oficiais em municípios da lista crítica de desmatamento passou a ter de apresentar documentação da terra e comprovar que não havia embargo ambiental sobre a área. Foi a primeira vez que o sistema financeiro brasileiro amarrou dinheiro público a critério ambiental em escala regional, e é o precedente citado pelos autores quando defendem que condicionar crédito reduz perda florestal sem derrubar produção.

Fonte: Gigante 163

Amazônia crédito rural desmatamento PRINCIPAL
Compartilhar. WhatsApp Facebook Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas LinkedIn Email
Artigo AnteriorAberto edital para apoio a iniciativas em territórios da Amazônia Legal
Próximo Artigo Como o rematamento produtivo quer romper o ciclo de degradação e pobreza na Amazônia

Você pode gostar também de

ECONOMIA

STF mantém leis que esvaziaram Moratória da Soja, mas afasta acusação de cartel

MEIO AMBIENTE

Amazônia perde 53,9 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos

MEIO AMBIENTE

Combinação de garimpo e seca ameaça sobrevivência de povos originários

MEIO AMBIENTE

Primeiro data center de IA na Amazônia ameaça desregular clima na região

Busque em nosso site
Previsão do tempo

+32
°
C
+33°
+21°
Altamira (Para)
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

+33
°
C
+33°
+20°
Sao Felix do Xingu
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

+32
°
C
+32°
+23°
Belém
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

Curta Nossas Redes Sociais
  • Facebook
  • Instagram
Acesse nosso WhatsApp
WhatsApp
Envie sua notícia

Quer compartilhar uma notícia ou acontecimento da sua região?

Envie para a nossa redação!

    Publicidade
    Publicidade

    Aqui você encontra notícias boas para a gente boa desta terra boa que é o nosso Pará.

    Siga, comente e compartilhe nossos perfis nas redes sociais.

    Reprodução permitida, mas cite a fonte por favor!

    Facebook Instagram
    ENTRE EM CONTATO

    ANUNCIE NO PARÁ TERRA BOA

    Confira o Mídia Kit e contatos aqui

    ENVIE SUAS IDEIAS

    Queremos conhecer bons exemplos de quem cuida da nossa terra boa! Mande sua história ou de terceiros no WhatsApp para (91) 99187-0544 ou no formulário de contato aqui. 

    LEIA NOSSAS MATÉRIAS
    • COP30
    • GENTE DA TERRA
    • ECONOMIA
    • AGRICULTURA
    • MEIO AMBIENTE
    • CULTURA
    POLÍTICAS DO SITE

    Política de Privacidade

    Política de Cookies 

    © 2026 Pará Terra Boa.
    • SOBRE
    • CONTATO

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Confira a política de utilização de cookies.
    ConfiguraçõesAceitar
    Gerenciar consentimento

    Visão geral da privacidade

    Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.
    Funcional
    Os cookies funcionais ajudam a realizar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.
    Performance
    Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a fornecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.
    Analytics
    Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre as métricas do número de visitantes, taxa de rejeição, origem do tráfego, etc.
    Propaganda
    Os cookies de publicidade são usados para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam visitantes em sites e coletam informações para fornecer anúncios personalizados.
    Outros
    Outros cookies não categorizados são aqueles que estão sendo analisados e ainda não foram classificados em uma categoria.
    Necessário
    Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
    açaí
    tarifaço
    economia
    prejuízo
    destaque
    SALVAR E ACEITAR