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MEIO AMBIENTE 22 de junho de 2026

Três empresas vencem disputa para restaurar áreas degradadas na Amazônia

Expectativa é que ProFloresta+ mobilize cerca de R$ 450 milhões e plante mais 25 milhões de árvores nativas
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Preservação de áreas nativas e a recuperação de terras degradadas têm se tornado uma estratégia econômica para empresas que atuam no mercado de carbono. Crédito: Bruno Cecim/Agência Pará
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Resumo

  • Systemica, brCarbon e re.green foram selecionadas no âmbito do ProFloresta+ para fornecer 5 milhões de créditos de carbono de alta integridade gerados a partir da restauração ecológica na Amazônia
  • Iniciativa deve mobilizar cerca de R$ 450 milhões, plantar mais de 25 milhões de árvores nativas e gerar 6,3 mil empregos verdes
  • Anunciado também parceria para construção de iniciativas em PD&I relacionadas a minerais críticos e estratégicos

O resultado do primeiro leilão do ProFloresta+, iniciativa voltada à compra de créditos de carbono de alta integridade a partir da restauração ecológica na Amazônia, foi anunciado nesta segunda-feira, 22.

Três empresas desenvolvedoras de projetos foram selecionadas para fornecer créditos gerados pela recuperação de áreas degradadas, somando um volume total negociado de 5 milhões de toneladas de carbono equivalente ($tCO_2e$).

As vencedoras foram a Systemica e a brCarbon, cada uma selecionada para lotes de 2 milhões de toneladas (aos preços de US$ 55,33 e US$ 55,76 por $tCO_2e$, respectivamente), e a re.green, que arrematou o lote de 1 milhão de toneladas ao valor de US$ 73,82 por tonelada.

O anúncio oficial, feito pelo  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras, ocorreu no Rio de Janeiro.

O primeiro leilão prevê a aquisição, pela Petrobras, de 5 milhões de créditos de carbono originados de projetos de restauração ecológica com espécies nativas no bioma amazônico. A iniciativa deverá mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos, apenas em plantio, gerar 6,3 mil empregos verdes, viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar 5 milhões de toneladas de carbono.

No evento que celebrou os seus 74 anos, o BNDES também firmou parceria com a Petrobras para construção de iniciativas em PD&I relacionadas a minerais críticos e estratégicos vinculados às cadeias de transição energética e de óleo e gás.

O instrumento vai permitir a troca de informações e realização de análises das principais lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica. A parceria também envolve projetos em execução e em fase de desenvolvimento, bem como novas ações que contribuam para o desenvolvimento das cadeias de transição energética e de óleo e gás.

Sobre o ProFloresta+

Anunciado em março de 2025, o ProFloresta+  tem potencial de alcançar até 15 milhões de toneladas de créditos de carbono em parceria entre BNDES e Petrobras, com restauração de até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia, através de novos editais para compra de créditos de carbono oriundos de projetos de restauração florestal.

Por meio do ProFloresta+, será revelado pela primeira vez o preço negociado em uma transação pública de créditos de carbono de restauração ecológica no Brasil, com contratos de 25 anos e elevado conjunto de salvaguardas sociais e ambientais. O modelo busca ampliar a confiança no mercado voluntário de carbono, dar previsibilidade a investidores e fortalecer a cadeia da restauração florestal.

“O ProFloresta+ inaugura uma nova etapa para a restauração ecológica no Brasil. Estamos falando de projetos com espécies nativas, com biodiversidade, com geração de empregos verdes e com impacto direto na reconstrução da floresta amazônica. O BNDES entra com instrumentos financeiros capazes de dar escala a esse mercado, e a Petrobras entra como compradora de créditos de alta integridade. Essa combinação é decisiva para transformar a restauração em uma atividade economicamente viável e socialmente inclusiva”, afirmou a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

Financiamento

Os vencedores do leilão poderão buscar financiamento do BNDES por meio das melhores condições disponíveis para restauração ecológica no país. Entre as alternativas está o Fundo Clima – Florestas Nativas, que oferece taxa de juros em torno de 2% ao ano, prazo total de até 25 anos, carência em torno de cinco anos e financiamento de até R$ 250 milhões por projeto.

 

brCarbon crédito de carbono destaque destaque1 ProFloresta+ re.green restauração Systemica
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