Resumo
- O Guardiãs da Floresta é uma iniciativa do Instituto Ajuri, viabilizada pelo Ispis com parceria técnico-científica do Museu Emílio Goeldi, focada em capacitar e dar protagonismo a mulheres extrativistas de 15 comunidades do Marajó (PA).
- O evento de lançamento acontece nesta sexta-feira, 3, em Belém (PA), durante a II Semana do Clima da Amazônia, com entrada gratuita.
- A iniciativa tem duração de três anos e se estrutura na valorização da sociobioeconomia, na promoção da saúde integral da mulher e no fortalecimento de direitos e cidadania.
- O plano inclui diagnósticos territoriais, capacitação técnica para sistemas agroflorestais, compra de maquinário para beneficiar produtos locais (como açaí, castanha e farinha), oficinas de educação financeira, acesso a microcrédito e combate à violência.
- A parceria une o conhecimento científico do Museu Goeldi aos saberes tradicionais das comunidades para fortalecer a autonomia feminina e manter a floresta em pé.
- Financiado pelo Fundo Socioambiental Caixa, o projeto alcançará cerca de 12 mil famílias assentadas em 10 municípios do arquipélago do Marajó.
Com o objetivo de transformar a realidade de mulheres extrativistas do Marajó, o projeto Guardiãs da Floresta será lançado oficialmente nesta sexta-feira, 3, das 8h30 às 11h30, no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém (PA).
A iniciativa — idealizada pelo Instituto Ajuri, viabilizada pelo Ispis e com parceria técnico-científica do Museu Emílio Goeldi (MPEG/MCTI) — vai capacitar e dar visibilidade a lideranças femininas de 15 comunidades tradicionais, colocando-as no centro do debate sobre a conservação ambiental e a adaptação climática na Amazônia. O evento integra a II Semana do Clima da Amazônia e tem entrada gratuita.
Com o gênero no centro das estratégias, o projeto se baseia em três pilares: valorização das trabalhadoras da sociobioeconomia, promoção da saúde integral da mulher e direitos e cidadania. Assim, o projeto visa construir uma rede de mulheres ribeirinhas extrativistas, capacitadas para atuar como lideranças em suas comunidades.
Financiado pelo Fundo Socioambiental Caixa, com apoio do CNS e da Semas-PA, o projeto tem duração de três anos e foca em três pilares: valorização da sociobioeconomia, saúde integral da mulher e cidadania.
Ações e metas até 2029
Até 2029, a iniciativa prevê a execução de metas estruturadas para garantir a autonomia dessas mulheres:
- Capacitação técnica: Treinamento para sistemas agroflorestais e compra de equipamentos para beneficiar açaí, palmito, castanha e farinha.
- Autonomia financeira: Oficinas de educação financeira, formalização do trabalho e acesso a microcrédito.
- Saúde e proteção: Atendimentos de saúde feminina, suporte psicossocial e enfrentamento à violência.
“As integrantes atuarão como multiplicadoras de saberes para uma transição justa e sustentável, aliando formação comunitária à valorização da floresta em pé”, destaca Marianna Protázio, coordenadora do projeto.
Ciência e saberes ancestrais
Marlúcia Martins, do Museu Goeldi, lembra que as mulheres tradicionais historicamente mantêm a floresta viva, mas sofrem com a invisibilidade. Sue Costa, também do museu, reforça que a parceria integra a ciência diretamente ao fortalecimento comunitário e à adaptação climática no território marajoara.
“O Museu entra com as tecnologias sociais e ambientais e constrói junto uma plataforma que protege os conhecimentos tradicionais. É a ciência e os saberes ancestrais caminhando lado a lado”, conclui Marianna.
O projeto vai beneficiar cerca de 12 mil famílias assentadas em 10 municípios do Marajó: Soure, Ponta de Pedras, Muaná, São Sebastião da Boa Vista, Curralinho, Oeiras do Pará, Breves, Portel, Gurupá e Melgaço.


