Close Menu
Pará Terra BoaPará Terra Boa
  • COP30
  • GENTE DA TERRA
  • ECONOMIA
  • AGRICULTURA
  • MEIO AMBIENTE
  • CULTURA
  • SOBRE
  • CONTATO
Últimas notícias

Rei Charles III recebe comitiva da COP30 para discutir ações práticas contra a crise climática

MEIO AMBIENTE

Acordo provisório freia avanço da mineração de Belo Sun no Xingu

MEIO AMBIENTE

II Semana do Clima da Amazônia debate bioeconomia e financiamento climático em Belém

MEIO AMBIENTE
Facebook Instagram LinkedIn
1.
  • Rei Charles III recebe comitiva da COP30 para discutir ações práticas contra a crise climática
  • Acordo provisório freia avanço da mineração de Belo Sun no Xingu
  • II Semana do Clima da Amazônia debate bioeconomia e financiamento climático em Belém
  • Fórum em Belém debate fortalecimento e futuro da sociobioeconomia na Amazônia
  • Guia orienta frigoríficos contra compra de gado ilegal em Terras Indígenas
26 de junho de 2026
Pará Terra BoaPará Terra Boa
Facebook Instagram
  • COP30
  • GENTE DA TERRA
  • ECONOMIA
  • AGRICULTURA
  • MEIO AMBIENTE
  • CULTURA
Pará Terra BoaPará Terra Boa
Home»GENTE DA TERRA»Chocolate artesanal do Pará vira modelo de produção sustentável em vitrine internacional
GENTE DA TERRA 9 de fevereiro de 2026

Chocolate artesanal do Pará vira modelo de produção sustentável em vitrine internacional

Katyana Xipaya resgatou o legado do avô para revolucionar a cadeia do cacau feito por indígenas
WhatsApp Facebook LinkedIn Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas Email
Katyana Xipaya, fundadora da Sidjä Wahiü. Foto: Arquivo Pessoal
Compartilhar
WhatsApp Facebook Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas LinkedIn Email

No coração do Médio Xingu, no sudoeste do Pará, um chocolate artesanal está se destacando não apenas pelo sabor, mas por por sua contribuição para o meio ambiente. A líder indígena Katyana Xipaya é a responsável pela marca de chocolates Sidjä Wahiü, selecionada pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) para integrar sua vitrine global de soluções sustentáveis.

O WBCSD – ou Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável — é uma organização global liderada pelos CEOs de mais de 200 das maiores empresas do mundo e funciona como uma ponte entre o que os cientistas dizem que o planeta precisa e o que as empresas fazem na prática.

“Criar faz parte da nossa cultura, mas estar no mercado é importante para tornar nossa presença pública como agentes de inovação que não precisam derrubar a floresta”, diz Sidjä Wahiü sobre o primeiro chocolate indígena da região.

A coalizão entende que, para salvar a Amazônia, não basta apenas “não desmatar”; é preciso criar um sistema alimentar que valorize o produto da floresta. É aqui que entra o chocolate Sidjä Wahiü. Ele serve como um modelo real de “Cadeia de Valor Sustentável” que o WBCSD apresenta para outras empresas aprenderem a replicar.

Moradora da comunidade ribeirinha Jericoá 2, em Vitória do Xingu,  Katyana resgatou o legado de seu avô para revolucionar o cacau nativo. O que antes era tradição familiar, hoje se apresenta como barras de 72% cacau que celebram a biodiversidade da floresta ao se fundirem com abacaxi, pitaya e banana. Mais do que um produto de alto valor, o chocolate é o fruto do trabalho integrado de três famílias locais, provando que a ancestralidade e a bioeconomia caminham juntas.

Chocolate com frutas desidratadas como Abacaxi, Pitaya e Banana. Foto: Arquivo Pessoal

“A produção de alimentos costuma envolver boa parte da família e isso já fala muito sobre quem somos. Nas comunidades indígenas, compartilhar conhecimento é regra”, comenta.

De acordo com Katyana,  todos numa comunidade indígena têm seu papel na construção de conhecimento, mas as principais guardiãs são mulheres. Daí o o nome Sidjä Wahiü, que significa ‘Mulher Forte’ na língua Xipaya.

Parceria com a Cacauway

Katyana conta que, após a colheita e o processamento inicial feito ainda nas comunidades de Jericoá 2, a matéria-prima segue para Medicilândia, onde é processada pela Cacauway, parceira técnica responsável pela finalização e refino dos chocolates.

Segundo Ademir Venturin, diretor da empresa, a parceria é essencial para posicionar o chocolate do Xingu no mercado nacional e global da indústria sustentável.

“Grandes marcas do mercado estão alterando suas fórmulas, adicionando mais açúcar e gordura para não perder lucro, mas isso está acontecendo porque as mudanças climáticas já estão afetando a produção do cacau e muitos empresários preferem mexer no produto todo para proteger o lucro, do que ter uma conversa franca sobre meio ambiente e a cadeia do cacau. Iniciativas de manejo responsável como a Sidjä Wahiü apostam na transparência e já trazem esse diálogo desde a origem”, destaca.

A Cacauway contribui com o acabamento do produto e com as embalagens necessárias para o mercado de chocolates finos, sem descaracterizar a receita original e o saber tradicional.

“Nós (Cacauway) produzimos aproximadamente 1,2 tonelada de chocolate por mês, em parceria com mais de 120 famílias beneficiadas que cultivam em SAFs. A Sidjä possui seu próprio alcance também em SAFs e vai expandir ainda mais. É uma alegria muito grande fazer parte desse processo porque vai além as premiações, é o reconhecimento do esforço de centenas de famílias que apostam todas as fichas no desenvolvimento sustentável”, diz.

Sementinha por sementinha

Para Katyana, o reconhecimento internacional ao empreendimento representa uma conquista coletiva.

“O Sidjä Wahiü não é algo só meu. É a oportunidade de mostrar a força do empreendedorismo indígena, da nossa cultura e do protagonismo das mulheres. Essa é uma história construída sementinha por sementinha”, afirma.

A trajetória de Katyana reflete um movimento maior que vem ganhando força no Pará, estado responsável por mais de 50% da produção nacional de cacau. De acordo com a Embrapa, a cadeia do fruto movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões por ano no Brasil.

Para o futuro, a empreendedora e líder indígena acredita em uma cadeia produtiva com ainda mais parceiros, que possam olhar na mesma direção: a preservação da floresta em pé, fortalecimento da cultura indígena e a manutenção de cadeias de trocas de conhecimento.

“A gente fica em movimento o ano todo, participamos de formações para produzir ainda melhor, compartilhamos mudas de café, cacau e outros frutos com outras comunidades e ensinamos a gerar renda com esses insumos. Um futuro mais justo é possível quando entendemos que precisamos desenvolver essa parceria também com a natureza. Se nós não gostamos dessas relações injustas, por que vamos impor isso para a floresta?”.

 

chocolate artesanal indígena Médio Xingu PRINCIPAL produção sustentável Sidjä Wahiü World Business Council for Sustainable Development
Compartilhar. WhatsApp Facebook Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas LinkedIn Email
Artigo AnteriorPF e Funai combatem garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó
Próximo Artigo Safra sustentável da castanha-do-pará na Flota Trombetas projeta movimentar R$ 2 milhões

Você pode gostar também de

ECONOMIA

Guia orienta frigoríficos contra compra de gado ilegal em Terras Indígenas

MEIO AMBIENTE

Calor extremo causou 120 mil mortes no Brasil em 20 anos, diz estudo inédito

MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia caiu 31% nos últimos dez meses

MEIO AMBIENTE

Madeira ilegal da Amazônia abasteceu mercado de luxo na Europa, aponta relatório

Busque em nosso site
Previsão do tempo

+32
°
C
+33°
+21°
Altamira (Para)
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

+33
°
C
+33°
+20°
Sao Felix do Xingu
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

+32
°
C
+32°
+23°
Belém
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

Curta Nossas Redes Sociais
  • Facebook
  • Instagram
Acesse nosso WhatsApp
WhatsApp
Envie sua notícia

Quer compartilhar uma notícia ou acontecimento da sua região?

Envie para a nossa redação!

    Publicidade
    Publicidade

    Aqui você encontra notícias boas para a gente boa desta terra boa que é o nosso Pará.

    Siga, comente e compartilhe nossos perfis nas redes sociais.

    Reprodução permitida, mas cite a fonte por favor!

    Facebook Instagram
    ENTRE EM CONTATO

    ANUNCIE NO PARÁ TERRA BOA

    Confira o Mídia Kit e contatos aqui

    ENVIE SUAS IDEIAS

    Queremos conhecer bons exemplos de quem cuida da nossa terra boa! Mande sua história ou de terceiros no WhatsApp para (91) 99187-0544 ou no formulário de contato aqui. 

    LEIA NOSSAS MATÉRIAS
    • COP30
    • GENTE DA TERRA
    • ECONOMIA
    • AGRICULTURA
    • MEIO AMBIENTE
    • CULTURA
    POLÍTICAS DO SITE

    Política de Privacidade

    Política de Cookies 

    © 2026 Pará Terra Boa.
    • SOBRE
    • CONTATO

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Confira a política de utilização de cookies.
    ConfiguraçõesAceitar
    Gerenciar consentimento

    Visão geral da privacidade

    Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.
    Funcional
    Os cookies funcionais ajudam a realizar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.
    Performance
    Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a fornecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.
    Analytics
    Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre as métricas do número de visitantes, taxa de rejeição, origem do tráfego, etc.
    Propaganda
    Os cookies de publicidade são usados para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam visitantes em sites e coletam informações para fornecer anúncios personalizados.
    Outros
    Outros cookies não categorizados são aqueles que estão sendo analisados e ainda não foram classificados em uma categoria.
    Necessário
    Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
    açaí
    tarifaço
    economia
    prejuízo
    destaque
    SALVAR E ACEITAR