Resumo
- Incêndios florestais e uma estiagem rigorosa mobilizaram forças de segurança e combate em Santarém e Alenquer, no oeste do Pará.
- Em Alenquer, o calor, os ventos fortes e a baixa umidade provocaram até 32 focos simultâneos de incêndio nas últimas 48 horas.
- A destruição em Alenquer atingiu a zona rural com perdas de lavouras (milho e cebola), pastagens, casas de farinha, reservatórios e animais de criação e silvestres.
- Uma força-tarefa com bombeiros, Ibama, brigadistas e apoio aéreo atua de forma prioritária para proteger as áreas residenciais da cidade.
- A seca na região secou poços, açudes e tanques de piscicultura, além de isolar comunidades ribeirinhas devido à queda no nível dos rios.
- A Prefeitura de Alenquer emitiu um novo decreto de emergência focado nos incêndios (somando-se ao decreto de seca de 20 dias atrás) para captar recursos estaduais e federais.
- Em Santarém, o Corpo de Bombeiros combateu dois grandes focos quase simultâneos: um destruiu uma casa abandonada em Ponta Negra e outro queimou a vegetação da Serra do Saubal, perto de residências.
O avanço do fogo e a estiagem rigorosa continuam a causar graves prejuízos no oeste do Pará. Na noite de terça-feira, 3, operações simultâneas mobilizaram brigadas e bombeiros no município de Santarém e na vizinha Alenquer, onde o avanço das chamas destruiu áreas rurais, lavouras e levou à decretação de situação de emergência. As informações são do g1.
Em Alenquer, a combinação de calor intenso, ventos fortes e baixa umidade levou a cidade a registrar até 32 focos simultâneos de incêndio nas últimas 48 horas, superando a capacidade de resposta imediata das equipes locais.
O impacto sobre o produtor rural inclui a perda de lavouras de milho e cebola, destruição de pastagens, casas de farinha, reservatórios e a morte de animais de criação — como porcos e aves —, além de danos à fauna silvestre local.
Para conter a crise, uma força-tarefa composta por brigadistas municipais, 4º Grupamento de Bombeiros Militar, Ibama, máquinas e apoio de aeronaves atua prioritariamente na proteção das áreas residenciais.
Estiagem agrava o isolamento
A crise de queimadas em Alenquer ocorre associada a uma seca rigorosa. A estiagem prolongada secou poços, açudes e reservatórios essenciais para o manejo dos rebanhos e tanques de piscicultura, além de isolar comunidades ribeirinhas devido ao baixo nível dos rios.
Com um decreto anterior emitido pela estiagem há menos de 20 dias, a Prefeitura de Alenquer publicou um novo decreto de emergência focado nos incêndios para buscar apoio financeiro e logístico com os governos estadual e federal. Caminhões-pipa reforçam o abastecimento nas áreas mais afetadas, mas a estrutura ainda é insuficiente para cobrir toda a demanda da zona rural.
Incêndios em Santarém
Em Santarém, o Corpo de Bombeiros Militar combateu dois focos de grandes proporções quase ao mesmo tempo. Na localidade de Ponta Negra, do outro lado do Rio Tapajós, a força do fogo avançou rapidamente e destruiu por completo uma residência abandonada, gerando apenas danos materiais.
Simultaneamente, outro incêndio de grande magnitude atingiu a área urbana da cidade, queimando uma extensa faixa de vegetação na Serra do Saubal, no bairro Nova República. A densa camada de fumaça e as chamas altas assustaram a comunidade local, exigindo ação rápida dos bombeiros para evitar que o fogo atingisse as moradias no entorno da área de preservação.


