Resumo
- O Ministério do Meio Ambiente atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção.
- Ao todo, 3.730 espécies de árvores, arbustos e plantas foram avaliadas pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
- A categoria “Vulnerável” reúne 838 espécies, incluindo a castanha-do-pará e o palmito-juçara.
- A maior parte das plantas (2.162 espécies) foi classificada como “Em Perigo”, grupo que conta com a araucária e o jequitibá-rosa.
- Na categoria “Criticamente em Perigo” estão 728 espécies, entre elas o pau-brasil.
- Duas espécies da Mata Atlântica foram classificadas como “Possivelmente Extintas” (Symplocos rizzinii e Plinia rogersiana).
- A lista é atualizada a cada cinco anos com base em critérios como distribuição geográfica e declínio populacional, tendo aumentado em relação às 3.209 espécies registradas na revisão de 2022.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou, nesta quarta-feira, 28, a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção. Ao todo, 3.730 espécies foram avaliadas e classificadas pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), de acordo com o atual estado de conservação.
São árvores, arbustos e plantas de pequeno porte, que aparecem em uma lista de quatro categorias:
- Vulnerável (VU);
- Em Perigo (EN);
- Criticamente em Perigo (CR) e
- Criticamente em Perigo – Possivelmente Extinta (CR-PE).
Ao todo, 838 espécies da flora foram classificadas como vulneráveis, como a castanha-do-pará (Bertholletia excelsa), que integra a lista desde 1992, e o palmito-juçara (Euterpe edulis), de grande importância para a economia da floresta.
O maior grupo reúne 2.162 espécies em perigo de extinção. Figuram entre elas a araucária (Araucaria angustifólia) e o jequitibá-rosa (Cariniana legalis). Entre as 728 espécies que foram classificadas como criticamente em perigo aparece o pau-brasil (Paubrasilia echinata).
Apenas duas espécies foram listadas como possivelmente extintas: o Symplocos rizzinii, uma árvore da Mata Atlântica, presente na região da Serra do Itatiaia, no Rio de Janeiro, e a Plinia rogersiana, espécie do mesmo gênero da jabuticaba, também nativa da Mata Atlântica, com ocorrência em São Paulo.
A atualização da lista adota critérios como tamanho, fragmentação e declínio das populações, distribuição geográfica, ameaças e medidas de conservação existentes. De acordo com a Portaria 43/2014, do Ministério do Meio Ambiente, a lista deve ser revisada a cada cinco anos.
A última revisão foi publicada em 7 de junho de 2022, quando estavam classificadas na lista 3209 espécies.


