Resumo
- O Pará registrou 937 dos 1.645 focos de queimada do Brasil entre domingo (25) e segunda-feira (26), representando 57% do total nacional.
- Os municípios paraenses com maior número de focos no período foram Uruará (164), Santarém (96), Aveiro (80) e Mojuí dos Campos (73).
- A fumaça intensa reduziu a visibilidade e forçou o Ibama a suspender as operações com aviões de combate ao fogo na região de Santarém na terça-feira (27).
- No acumulado de outubro, o estado contabiliza 10.372 focos de incêndio, abrigando nove das dez cidades brasileiras com mais registros no mês, lideradas por São Félix do Xingu (838) e Uruará (821).
- No acumulado de 2026 até 26 de outubro, o Pará lidera o ranking nacional com 22.090 focos, mais que o dobro do segundo colocado, o Maranhão (10.666).
- Para combater as queimadas, a estrutura no estado conta com 522 brigadistas e fiscais federais, 13 aeronaves, 41 veículos e 132 bombeiros militares estaduais atuando em 28 localidades.
- O governo do Pará informou que não há registro de mortes causadas pelos incêndios e mantém decreto de alerta climático devido à estiagem provocada pelo El Niño, cujo pico é esperado até dezembro.
O Pará respondeu por 937 dos 1.645 focos de queimada registrados no Brasil entre domingo, 25, e segunda-feira, 26, cerca de 57% do total, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Uruará teve o maior número do período, com 164. Depois vêm Santarém (96), Aveiro (80) e Mojuí dos Campos (73).
A fumaça já atrapalha o combate ao fogo. De acordo com a Folha de S.Paulo, na terça, 27, o Ibama suspendeu as operações com aviões na região de Santarém porque a visibilidade ficou baixa. No mesmo dia, a Defesa Civil Nacional e lideranças municipais se reuniram na cidade para definir ações contra os incêndios.
O quadro de outubro é o mais pesado. Desde o dia 1º, o estado soma 10.372 focos, e nove das dez cidades com mais registros no país no mês são paraenses. São Félix do Xingu (838) e Uruará (821) estão à frente. No acumulado do ano, até 26 de outubro, o Pará lidera o ranking nacional com 22.090 focos, mais que o dobro do segundo colocado, o Maranhão (10.666). Mato Grosso (10.119) e Bahia (10.062) completam os quatro primeiros.
A resposta
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, estão no estado 522 brigadistas e fiscais do Ibama e do ICMBio, 13 aeronaves e 41 veículos. O Corpo de Bombeiros Militar do Pará diz ter destacado 132 militares para operações em 28 localidades. O governo estadual informou que não há registro de mortes causadas pelo fogo.
Em 27 de agosto, o governo paraense já havia decretado situação de alerta climático e ambiental, prevendo uma estiagem mais forte nos meses seguintes por causa do El Niño, fenômeno que reduz as chuvas e a disponibilidade de água. A expectativa é que os efeitos atinjam o pico entre outubro e dezembro, ou seja, o período mais crítico ainda está em curso.
Amazonas diminui focos de fogo
Depois da explosão dos números de incêndios no Amazonas no começo deste mês, as informações mais recentes indicam que a situação parece estar se normalizando. A Crítica destaca dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que mostram uma queda de quase 80% no número de focos de calor ao longo de outubro no estado, passando de mais de 1,2 mil entre os dias 5 e 12 para 250 na última semana.
A escalada do fogo causou uma crise de saúde pública na região de Manaus e em outras cidades, que enfrentaram densas plumas de fumaça.
A queda no número de focos de incêndio acontece depois de um reforço por parte do governo federal nas ações de combate ao fogo e na fiscalização contra novos focos potenciais.


