Resumo
- O projeto Sem Flama tem o objetivo de reduzir os impactos do fogo e criar um sistema de alerta de incêndios na Floresta Nacional do Tapajós e na Resex Tapajós-Arapiuns.
- O projeto foi apresentado e discutido com comunidades e instituições locais no último final de semana.
- Ele pretende atendera cerca de 4 mil moradores em 21 comunidades e 3 aldeias indígenas na Flona Tapajós, e cerca de 27 mil pessoas em 70 comunidades na Resex Tapajós-Arapiuns.
- A mistura do uso tradicional do fogo no preparo de roças com as mudanças climáticas e a degradação florestal gera grande risco de incêndios fora de controle, como o que queimou 1 milhão de hectares em 2015.
- Queimadas em pequena escala e no interior da floresta são difíceis de serem detectadas por satélites.
- Como solução, foi discutido a criação de alternativas ao uso do fogo, além de um sistema de monitoramento e alerta construído em conjunto entre pesquisadores e moradores.
- O projeto terá duração de 4 anos, será coordenado pela Embrapa Amazônia Oriental e financiado pelo CNPq.
- Envolve associações comunitárias, ICMBio, Cemaden, Inpa, Inpe, Cirad e diversas universidades brasileiras e estrangeiras (UFPA, Ufra, UnB, Cambridge, Lancaster, Manchester e Oxford).
Um novo projeto chamado Sem Flama chega à região do Tapajós para ajudar a combater os incêndios florestais. A iniciativa quer reduzir os estragos causados pelo fogo e criar um sistema de alerta contra queimadas feito em parceria com os próprios moradores da Floresta Nacional do Tapajós e da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, na bacia do rio Tapajós, região oeste do Pará.
A proposta foi apresentada e debatida com as comunidades e instituições locais no último final de semana.
Nas duas áreas de conservação, onde vivem mais de 30 mil pessoas em dezenas de comunidades e aldeias indígenas, o uso sustentável dos recursos naturais é permitido. No entanto, a combinação do clima mais seco, da degradação da mata e de queimadas tradicionais em pequenas roças pode sair do controle e causar grandes tragédias, como o incêndio de 2015, que destruiu cerca de um milhão de hectares na região.
Como as queimadas menores no meio da mata fechada não aparecem com clareza nas imagens de satélite, os pesquisadores decidiram trabalhar lado a lado com quem mora no local. Enquanto os cientistas estudam os estragos do fogo na natureza e na vida das pessoas, eles também vão criar, junto com as comunidades, alternativas ao uso do fogo e um sistema prático de monitoramento e aviso de incêndios.
Coordenado pela Embrapa Amazônia Oriental e financiado pelo CNPq, o projeto Sem Flama vai durar quatro anos. A iniciativa reúne associações de moradores, o ICMBio, o Cemaden, além de diversas universidades do Brasil e do exterior.


