Resumo
- A Embrapa concluiu a primeira etapa de um estudo financiado pelo Fundo Hydro para orientar o uso eficiente do solo e a recuperação de áreas degradadas em sete municípios do nordeste paraense.
- O levantamento inicial identificou as aptidões do solo no município de Acará, diferenciando áreas adequadas para lavoura, pasto ou conservação/recuperação de matas.
- Até o final de 2027, o estudo será estendido aos municípios de Paragominas, Ipixuna do Pará, Tomé-Açu, Moju, Abaetetuba e Barcarena, todos localizados na rota do mineroduto de bauxita da Mineração Paragominas (MPSA).
- A Embrapa criará um acervo de informações sobre solo e clima para apoiar planos de adaptação climática, tomada de decisões sobre plantio e investimentos em infraestrutura.
- O objetivo é focar no uso eficiente das terras já abertas para elevar a produção, evitando novos desmatamentos e reduzindo a degradação florestal na região.
- O projeto integra o Programa Corredor (com Embrapa, Fundo Hydro, IPAM, Imazon e Centro de Empreendedorismo da Amazônia) e prevê a criação de áreas-modelo com sistemas agroflorestais para testar técnicas sustentáveis na prática.
A Embrapa terminou a primeira etapa de um estudo que vai ajudar produtores de sete municípios do nordeste do Pará a planejar melhor o uso da terra — do plantio à recuperação de áreas degradadas. O trabalho acompanha o trajeto do mineroduto de bauxita da Mineração Paragominas (MPSA) e é financiado pelo Fundo Hydro.
A primeira parte já está pronta em Acará: um mapeamento que mostra, pedaço por pedaço, que tipo de terra é boa para lavoura, para pasto ou para mata, e onde vale mais a pena recuperar áreas já degradadas do que abrir novas. É esse tipo de informação que vai orientar o planejamento agrícola do município daqui para frente.
O mesmo levantamento será feito em Paragominas, Ipixuna do Pará, Tomé-Açu, Moju, Abaetetuba e Barcarena até o fim de 2027 — municípios que ficam no entorno das operações da MPSA.
O que muda na prática
Além do mapa da terra, a Embrapa vai montar um banco de dados de cada município com informações sobre solo e clima, que vai servir de base para planos de adaptação às mudanças climáticas e para orientar decisões sobre onde plantar, onde recuperar mata e onde investir em infraestrutura.
Segundo o pesquisador Eufran Amaral, da Embrapa Acre, a ideia é que essas informações cheguem às discussões locais para que produtores e gestores possam decidir juntos onde vale mais a pena investir — seja para aumentar a produção usando melhor a terra que já existe, seja para reduzir desmatamento e degradação florestal na região.
Quem está envolvido
O trabalho faz parte do Programa Corredor, que reúne Embrapa, Fundo Hydro e organizações como IPAM, Imazon e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia. Em breve, essas instituições vão se reunir num workshop na Embrapa Amazônia Oriental para juntar tudo o que já foi levantado e definir prioridades — incluindo a instalação de áreas-modelo com sistemas agroflorestais para testar técnicas de recuperação e produção ao mesmo tempo.
Fonte: Embrapa


