Resumo
- Os municípios paraenses de Monte Alegre e Rurópolis decretaram situação de emergência em setembro de 2026 devido ao avanço dos incêndios florestais, impulsionados por estiagem prolongada, baixa umidade e altas temperaturas.
- Em Monte Alegre, o Decreto nº 480/2026 estabeleceu o Nível II de emergência, proibindo o uso de fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo e fogueiras, além de suspender autorizações de queima controlada e mobilizar força-tarefa multidisciplinar.
- Na cidade, o fogo destruiu vegetação nativa, lavouras, pastagens e benfeitorias, gerando fumaça densa que elevou os atendimentos médicos por problemas respiratórios.
- Em Rurópolis, o Decreto nº 163 oficializou a emergência após meses de monitoramento de focos desde julho, destacando riscos ao abastecimento de água e à saúde de grupos vulneráveis (crianças, idosos e trabalhadores ao ar livre).
- Rurópolis autorizou a contratação emergencial de serviços por até 180 dias, convocação de voluntários e campanhas de apoio, em um cenário monitorado de perto pelos sistemas de alerta do INPE.
A combinação de estiagem prolongada, baixa umidade e altas temperaturas levou os municípios de Monte Alegre e Rurópolis, no Pará, a decretarem situação de emergência. As prefeituras apontam que a intensidade das chamas e a fumaça generalizada superaram a capacidade de resposta das administrações locais, exigindo medidas urgentes para conter os danos ambientais, econômicos e à saúde pública, de acordo com o g1.
Em Monte Alegre, o Decreto nº 480/2026 estabeleceu o Nível II de emergência para abranger tanto áreas protegidas (como parques e reservas) quanto zonas urbanas e rurais afetadas.
Na cidade, o fogo atingiu vegetação nativa, lavouras, pastagens, cercas e benfeitorias, além de causar perdas à fauna e prejuízos graves à qualidade do ar devido à fumaça, resultando no aumento de atendimentos médicos por problemas respiratórios.
Com o decreto, fica terminantemente proibido o uso de fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo e restos vegetais, além do uso de balões e fogueiras. Eventuais autorizações de queima controlada foram suspensas.
A Defesa Civil coordena uma força-tarefa conjunta com as secretarias de Meio Ambiente, Saúde, Obras e Assistência Social. O decreto também autoriza a convocação de brigadas voluntárias e a contratação direta de serviços e insumos para o combate ao fogo.
Cenário de alerta em Rurópolis
No município de Rurópolis, o Decreto nº 163 (de 21 de setembro) oficializou a emergência em áreas urbanas e rurais após meses de monitoramento de focos que avançam desde julho, impulsionados pela queda nos níveis dos rios e pela escassez de chuvas.
Além dos danos em pastagens e margens de estradas, a prefeitura alerta para o risco de comprometimento das reservas hídricas e do abastecimento de água, somado aos riscos à saúde de grupos vulneráveis (como crianças, idosos e trabalhadores expostos ao ar livre).
Entre as medidas adotadas:, estão a disponibilização de recursos e forças municipais, com aval para convocar voluntários, realizar campanhas de arrecadação de apoio e executar contratações emergenciais por um prazo de até 180 dias.
O cenário em ambos os municípios reflete o período crítico monitorado diariamente pelos sistemas de alerta de risco de incêndio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) na região.


