Resumo
- A produção agrícola do Pará (lavouras temporárias e permanentes) alcançou R$ 38,38 bilhões em 2025, com alta nominal de 6,7% sobre o ano anterior, mantendo o estado como a principal economia agrícola do Norte e o 9º no ranking nacional.
- O Pará é o maior produtor nacional de dendê, açaí , cupuaçu, mandioca e cacau, fortalecendo a bioeconomia e a segurança alimentar na Amazônia.
- O estado é o segundo maior produtor nacional de abacaxi em quantidade e o primeiro em valor de produção; já o complexo de grãos (soja, milho, arroz e feijão) somou 7,22 milhões de toneladas e gerou R$ 11,53 bilhões.
- O levantamento aponta municípios líderes em cada cultura, como Igarapé-Miri (açaí), Medicilândia (cacau), Tomé-Açu (cupuaçu), Acará (mandioca), Tailândia (dendê), Floresta do Araguaia (abacaxi) e Paragominas (soja).
A agricultura do Pará alcançou um marco expressivo em 2025, movimentando R$ 38,38 bilhões no valor da produção de lavouras temporárias e permanentes. O dado, divulgado pelo IBGE e analisado pelo Observatório do Agro Paraense, representa um crescimento nominal de 6,7% em relação ao ano anterior, consolidando o estado na 9ª colocação nacional e mantendo sua posição como a principal economia agrícola da Região Norte.
Para o presidente do Sistema Faepa/Senar, Carlos Xavier, dispor de dados regionalizados é fundamental para direcionar políticas públicas, estratégias de mercado e investimentos, evitando que a análise exclusiva dos números estaduais oculte as particularidades de cada município.
O levantamento detalha a força de sete cadeias prioritárias para a identidade produtiva e econômica do estado.
O Pará é o maior produtor nacional de dendê (97,2% do total do País), açaí (92,9% — o equivalente a quase 93 quilos de cada 100 produzidos no Brasil), cupuaçu (84,0%), mandioca e cacau. Estas culturas sustentam pilares cruciais para a segurança alimentar, a bioeconomia e a agregação de valor na Amazônia
O estado ocupa o 2º lugar nacional em quantidade produzida de abacaxi e a liderança isolada em valor de produção para a cultura.
Em relação aos grãos, o agregado de soja, milho, arroz e feijão atingiu 7,22 milhões de toneladas e gerou R$ 11,53 bilhões, sendo a cadeia de maior expressão financeira na tabela analisada, impulsionada principalmente pela soja e pelo milho.
Polos produtivos regionais
A nota técnica mapeou os municípios que lideram cada uma das cadeias no território paraense, evidenciando a alta especialização produtiva do estado:
- Açaí: Igarapé-Miri
- Cacau: Medicilândia
- Cupuaçu: Tomé-Açu
- Mandioca: Acará
- Dendê: Tailândia
- Abacaxi: Floresta do Araguaia
- Grãos: Paragominas lidera na soja; Santana do Araguaia, no milho; Cachoeira do Arari, no arroz; e Capitão Poço, no feijão.
Inteligência territorial
As informações sistematizadas pelo Observatório do Agro Paraense passarão a integrar novos produtos de inteligência territorial do sistema. A iniciativa visa cruzar indicadores como volume, valor, produtividade, área colhida e concentração municipal para fortalecer a atuação dos Núcleos Regionais do Sistema FAEPA e apoiar o setor produtivo com dados qualificados.


