Resumo
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O Chocolat Xingu encerrou a edição com mais de 100 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 25 milhões em negócios fechados.
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O chef Leo Vilela criou uma estrutura de mais de 100 quilos de chocolate puro inspirada na Copa do Mundo, retratando um cacaueiro abraçando a Taça Fifa.
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O público pôde visitar uma mini fábrica de chocolate e um espaço sensorial que reproduzia um sistema agroflorestal.
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Larissa Ribeiro (Marabá): Ganhou o ouro na categoria principal (Chocolate Intenso) e Antônio Sena (Abaetetuba): Levou três prêmios (Chocolate ao Leite, Chocolate Inovação e Produto Derivado). Produtores de Altamira, Medicilândia e Vitória do Xingu também foram premiados.
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Foram entregues três Licenças Ambientais Rurais (LAR) e o selo de marca registrada no INPI para os “Bombons Curuaia”, chocolate do produtor indígena Nilson Curuaia.
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Marcas locais lançaram produtos criativos, como a linha de premiados da cooperativa Coopatrans (Medicilândia) e os chocolates misturados com frutas nativas (cupuaçu, uxi e piqui) da marca Doralícias (Altamira).
O Festival Internacional do Chocolate e do Cacau de Altamira – Chocolat Xingu encerrou sua edição deste ano com resultados expressivos para a economia e para a cadeia produtiva do cacau paraense. O evento recebeu mais de 100 mil visitantes e gerou cerca de R$ 25 milhões em negócios fechados, consolidando-se como uma das principais vitrines do setor no Estado.
Com programação diversificada, o festival atraiu visitantes de diversos municípios do Pará e de outros estados, reunindo produtores, empreendedores, especialistas e consumidores em torno da valorização do cacau e do chocolate amazônico.
O evento foi financiado com recursos do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau) e realizado por meio de parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e a Prefeitura Municipal de Altamira, com organização da MVU Empreendimentos, criadora da marca Chocolat Festival.
Copa de chocolate
Entre as atrações mais aguardadas do último dia esteve a conclusão e a exibição da escultura produzida integralmente em chocolate pelo chef Leo Vilela. Inspirada na Copa do Mundo, a obra retratou um cacaueiro envolvendo a Taça Fifa, utilizando mais de 100 quilos de chocolate puro.
“A taça é dourada e o pé de cacau a abraça ao redor. Usamos mais de 100 quilos de chocolate puro na estrutura”, explicou o chef.

Outra atração que despertou o interesse dos visitantes foi a experiência sensorial criada pelos organizadores em um espaço que reproduziu um sistema agroflorestal. O público também pôde conhecer uma mini fábrica de chocolate instalada no evento, acompanhando parte do processo de produção.
Os premiados de 2026
No penúltimo dia do Festival aconteceu a premiação dos vencedores do Concurso de Melhor Chocolate Paraense e de Produtos Derivados de Cacau. Os grandes destaques desta edição foram os municípios de Marabá e Abaetetuba.
O produtor Antônio Sena, da marca Cacau Yeshua (Abaetetuba), conquistou três prêmios nas categorias Chocolate ao Leite, Chocolate Inovação e Produto Derivado, enquanto a chef Larissa Ribeiro, da Aorô Chocolate (Marabá), levou o ouro na categoria Chocolate Intenso, a principal da competição.

Organizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), o concurso tradicional também premiou produtores de Altamira, Medicilândia e Vitória do Xingu, evidenciando a força e a diversidade da produção cacaueira no estado.
Marca registrada para chocolate indígena
Durante a edição 2026 do Festival Internacional de Chocolat Xingu 2026, foram entregues três Licenças Ambientais Rurais (LAR) para agricultores familiares atendidos pela Emater, e também o certificado de marca registrada no Instituto Nacional de Produção Industrial (INPI), à produção de chocolate do agricultor indígena, Nilson Curuaia.
Nilson Curuaia afirmou que o momento é significativo e um avanço para representatividade dos povos indígenas dentro do mercado internacional de chocolate.
“Eu procurei a Emater no início deste ano e eles abraçaram o meu sonho. O nome da minha empresa de chocolate leva o nome da minha etnia: Curuaia. E, para mim, é uma honra levar esse nome na minha marca de ‘Bombons Curuaia’ para o mundo inteiro”, disse.
Lançamento de marcas
O Chocolat Xingu mantém a tradição de ser um palco de inovação, com diversas marcas locais lançando produtos que surpreendem o público pelo sabor e criatividade.
Entre os destaques desta edição, a cooperativa Coopatrans, de Medicilândia, apresentou a linha Varietais Transamazônica da Cacaway, composta por quatro chocolates produzidos a partir de amêndoas premiadas nacional e internacionalmente, como a variedade “Ponta Verde”, condecorada em Amsterdã.
Outro grande polo de novidades no evento é o estande da marca Doralícias, de Altamira, que apostou na mistura do cacau com frutos típicos da região amazônica.
A empresa lançou opções como chocolate ao leite com cupuaçu, biscoitos artesanais e a “Tô chocada” — uma cocada cremosa com chocolate 70% envolta em folha de cacau desidratada —, além de trufas recheadas com sabores exóticos como uxi, piqui e a fruta local gulosa. As iniciativas reforçam o potencial e a qualidade das amêndoas de origem da Transamazônica.


