Nesta quinta-feira, 23, Belém recebe a décima edição do Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, o Chocolat Amazônia 2026. O evento, que reúne mais de 500 produtores locais, espera receber 100 mil pessoas e projeta um impacto direto de R$ 3 milhões em vendas para o setor cacaueiro. No entanto, o alcance é ainda maior: ao movimentar o agronegócio, o turismo e a bioeconomia, a estimativa total de negócios salta para impressionantes R$ 210 milhões.
Para Ivaldo Santana, coordenador do Procacau, o festival é um divisor de águas que une tradição histórica e inovação. Ele recorda que a edição anterior movimentou R$ 2,5 milhões.
“Este ano a gente espera que mais de R$ 3 milhões entrem nos cofres dos produtores que estarão presentes no festival”, afirma.
Para quem produz, o festival é mais que uma feira; é uma plataforma de aceleração. Fernanda Sahaba, à frente da Bada Chocolates Finos, deSanta Bárbara do Pará, vê o evento como o momento ideal para consolidar marcas menores e aproveitar o “boom” de visibilidade deixado pela COP30.
“O cacau do Pará é de excelência e o festival é uma grande ‘mãe’. Acredito que este ano a gente consiga evoluir mais dentro do festival porque o público nos conhece mais”, pontua Fernanda.
Premiada em 2025 como a responsável pelo “Melhor Chocolate Artesanal” no Festival do Xingu, ela reforça que o evento transforma clientes em parceiros de longo prazo.
“Economicamente, a nossa expectativa é fechar mais negócios, atrair mais clientes que, após o festival, viram nossos amigos, gostam do nosso chocolate. Isso é um grande presente para nós, pois mostra que todo o nosso trabalho, investimento em estudo e pesquisa em preservar a floresta, que em nosso Sistema Agroflorestal (SAF) estão trazendo resultados”.
A versatilidade da Transamazônica
O diferencial desta edição é a diversidade. Segundo Marcos Grande, diretor de agropecuária da Sedap, o público encontrará desde polpas e geleias até trajes temáticos inspirados no cacau. O objetivo é reafirmar o fruto como um motor de inclusão social, lembrando que 70% da produção nacional nasce na Transamazônica — região que hoje dita o padrão de qualidade global.
“A gente acabou de sair de um festival na Holanda, onde dois produtores da Transamazônica foram premiados como o melhor cacau do mundo e isso tem se repetido”, celebra Marcos.
Chocolate e flores
Em uma parceria que já virou tradição, o festival acontece simultaneamente ao Flor Pará 2026. O colorido das espécies nativas da Amazônia não apenas ornamenta o Hangar, mas ganha destaque logo na entrada, criando um ambiente imersivo.
“A gente junta o chocolate e as flores para atender da melhor maneira possível os visitantes que forem ao Hangar”, destaca Ivaldo Santana.
Programação
O Festival Internacional do Chocolate e do Cacau e a feira ‘Flor Pará’ serão realizados nos dias 23, 24, 25 e 26 de abril no Hangar, localizado na avenida Dr. Freitas, s/n, bairro do Marco. A entrada é gratuita, sendo opcional a doação de um quilo de alimentos não perecíveis.
A Feira do Chocolate e Flores funcionará nos seguintes horários:
▪ Quinta (23/04): 17h às 22h
▪ Sexta (24/04) a Domingo (26/04): 14h às 22h
Já os demais detalhes da programação como Cozinha Show, Fórum do Cacau e Chocoday podem ser consultados no site oficial do evento.
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