O Programa Nacional de Florestas Produtivas, lançado durante a COP30, já reúne quase R$ 1,8 bilhão em investimentos voltados à recuperação de áreas degradadas e à implantação de sistemas agroflorestais em todo o País. A informação é do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em celebração ao Dia Internacional das Florestas, comemorado em 21 de março.
Desse total, R$ 1,2 bilhão vêm de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). Já os outros R$ 557 milhões são recursos não reembolsáveis, aplicados em parceria com órgãos como o Ministério do Meio Ambiente, o BNDES, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras.
No Pará, o projeto inaugural do programa já está em andamento e atende 1.680 famílias distribuídas em 18 assentamentos da reforma agrária, um território quilombola e duas Reservas Extrativistas Marinhas. Boa parte dos projetos é relacionada ao fortalecimento da cadeia do açaí e do cacau.
Moisés Savian, secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental, explica que já existe procura pelos produtos da sociobiodiversidade cultivados em agroflorestas, e essa demanda deve crescer ainda mais nos próximos anos.
“As agroflorestas são superiores ao modo de produção convencional por serem sustentáveis, oferecendo viabilidade socioambiental do início ao fim”, frisa.
Já o ministro da pasta, Paulo Teixeira, comentou que, por muito tempo, áreas verdes eram vistas como um problema para o produtor rural. Entretanto, essa visão já começou a ser transformada.
“Temos produtos de excelente qualidade, tanto para atendimento dos mercados domésticos, quanto para os internacionais”, completou.
Embora o Pará concentre o maior volume de iniciativas voltadas ao programa, ele começa a avançar em outros estados da Amazônia. No Amazonas, por exemplo, está em fase final uma chamada pública de assistência técnica no valor de R$ 8 milhões. Já nos estados do Amapá, Maranhão e Acre, estão previstos novos projetos que somam R$ 55 milhões em investimentos.
Produção com renda e sustentabilidade
O foco do Florestas Produtivas é ajudar famílias a produzir mais, gerar renda e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente. A principal estratégia para isso é investir na assistência técnica para orientar as famílias e melhorar a produção.
Entre as principais ações estão a criação das Casas da Floresta, espaços físicos para capacitação e atividades coletivas; implantação de unidades demonstrativas, que servem de exemplo de boas práticas para os produtores, assim como a instalação de viveiros e bancos de sementes, garantindo diversidade e qualidade das plantações.


