Na última semana, pequenos produtores rurais de Canaã dos Carajás receberam os cheques da primeira parcela do Cheque Pecuária. Até o momento, o Governo paraense já entregou 220 benefícios para beneficiários do sudeste e sul do estado. Lançado no final de 2025, o programa oferece até R$ 20 mil em apoio financeiro direto para que os trabalhadores invistam em produtividade e práticas sustentáveis em suas propriedades.
Nesta primeira fase, os produtores recebem um pagamento no valor R$ 8 mil, já o restante do valor será repassado conforme o avanço no programa. Até o momento, o investimento já soma R$ 1,7 milhão, que devem ser aplicados em insumos, equipamentos, recuperação de pastagens e melhoria da infraestrutura dessas propriedades. Até o momento, os beneficiários que receberam a primeira parcela estão nos municípios de Redenção, Xinguara e Canaã dos Carajás.
O produtor rural Manuel Matias comentou que pretende usar o valor para melhorar a estrutura da sua propriedade, onde realiza a engorda de novilhas: “A minha prioridade é secar a minha terra, reforçar o curral e melhorar algumas coisas que a gente precisa”.
Já o agricultor Mateus Rocha antecipa que essa primeira parcela será utilizada na melhora da lavoura e do pasto. Além da criação da gado, ele também atua cm culturas como cacau, milho e mandioca.
“(O pagamento inicial) chegou numa boa hora, porque estamos iniciando o plantio de cacau. Vamos precisar de adubo, insumos e cuidar da lavoura. Também vamos recuperar os pastos e melhorar a cerca. Eu estava preocupado com os custos da roça, e esse apoio traz mais tranquilidade para continuar”, diz.
Como funciona o programa?
Cada produtor poderá acessar até R$ 20 mil, com uso restrito a duas frentes consideradas estratégicas para a redução do desmatamento: a requalificação comercial, que envolve a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente após 2008, e a adoção de boas práticas produtivas capazes de elevar a eficiência da atividade sem abertura de novas áreas.
Propriedades que tenham sobreposição com áreas protegidas ou registros de trabalho análogo à escravidão não podem participar do programa. O objetivo principal é criar distinção entre produtores que estão em busca de regularização e aqueles que devem ser alvo de ações de fiscalização, comando e controle.
O programa é da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da Secretaria da Agricultura Familiar (Seaf). Para tirar dúvidas e iniciar a adesão ao programa, basta procurar a gerência regional mais próxima, que pode ser consultada no site da Adepará.


