Resumo
- O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o uso da Força Nacional de Segurança Pública por 90 dias na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
- O efetivo atuar no apoio aos órgãos federais e estaduais para preservar a ordem pública e proteger pessoas e patrimônio, sob a coordenação da Polícia Federal.
- A quantidade de agentes será definida pela Diretoria da Força Nacional, e o órgão solicitante será responsável pela infraestrutura e apoio logístico da operação.
- A inauguração oficial de Belo Monte completou uma década, marcada por discussões sobre os impactos socioambientais decorrentes do desvio do fluxo do Rio Xingu.
- Associações e movimentos sociais divulgaram uma carta aberta alertando para o agravamento das violações de direitos de comunidades indígenas, ribeirinhas e pescadoras da região.
- A Norte Energia, gestora da usina que atende em média 5% da demanda elétrica do país, informou ter investido mais de R$ 8 bilhões em compromissos socioambientais previstos no licenciamento.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública por 90 dias na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A medida prevê apoio aos órgãos de segurança pública federais e estaduais.
O trabalho será voltado à preservação da ordem pública e à proteção das pessoas e do patrimônio. Segundo a Portaria nº 1.321/2026, publicada nesta segunda-feira (19), a ação tem caráter temporário e planejado.
A Força Nacional atuará em conjunto com os órgãos de segurança pública do Pará, sob coordenação da Polícia Federal.
O número de agentes empregados na operação será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do ministério.
O órgão que solicitou a atuação da Força Nacional ficará responsável pelo apoio logístico e deverá fornecer a infraestrutura necessária para a operação.
Década
Este ano, a inauguração oficial da Usina Hidrelétrica de Belo Monte completou uma década este ano. O empreendimento foi pensado em meados da década de 1970 e ganhou repercussão internacional desde que surgiu a proposta de desviar 80% do fluxo do Rio Xingu, em um trecho de 130 quilômetros, para abastecer o reservatório de Belo Monte.
Para marcar a data, a Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e outras entidades divulgaram carta aberta em defesa das comunidades indígenas, ribeirinhas e pescadoras artesanais de todo o médio curso do Rio Xingu.
O documento destacou o agravamento das violações contra esses povos, ao longo dos anos, por causa das mudanças climáticas.
Sob administração da empresa concessionária Norte Energia, maior acionista do empreendimento, desde 2010, a usina no Rio Xingu atende a uma média de 5% da demanda por energia elétrica do país ao ano, em todos os estados. Segundo a Norte Energia, mais de R$ 8 bilhões foram investidos nos compromissos socioambientais assumidos no licenciamento.
Fonte: Agência Brasil


