Resumo
- Amêndoas de cacau do Pará (Medicilândia e Tuerê) conquistaram três das seis medalhas do 3º Prêmio Brasil Chocolate do Cacau à Barra, incluindo o ouro na categoria Intenso (70% ou mais).
- Os produtores Miriam e Leomar Vieira (Medicilândia), premiados no evento, também foram vencedores do Cocoa of Excellence Awards em Amsterdã com apoio técnico da Emater.
- O prêmio reconhece em parceria o trabalho do produtor rural e do chocolateiro, reforçando que a qualidade do chocolate fino começa no campo.
- As amostras foram julgadas por dois painéis especializados: um júri Gastronômico (chefs e confeiteiros) e um júri Técnico de avaliação sensorial.
- O Pará levou a prata na categoria Ao Leite (Selah/Narcizo Batista), enquanto o ouro ficou com amêndoas da cooperativa Cooperar (Amazonas), evidenciando a força do cacau amazônico.
- A premiação ocorreu na 6ª Bean to Bar Chocolate Week, principal encontro nacional voltado ao fortalecimento e promoção da cadeia do cacau fino no Brasil.
A qualidade do cacau paraense segue sendo reconhecida dentro e fora do país. No 3º Prêmio Brasil Chocolate do Cacau à Barra, anunciado pela Associação Bean to Bar Brasil no dia 15 de agosto, amêndoas produzidas em Medicilândia e em Tuerê, no Pará, levaram três das seis medalhas distribuídas entre as categorias Ao Leite e Intenso 70% ou mais — incluindo o ouro na categoria mais concorrida, conquistado pelos produtores Miriam Federicci Vieira e Leomar Silva Vieira, cuja amêndoa foi usada pela Monjolo Chocolate na barra premiada.
Em fevereiro deste ano, o casal dividiu, com um produtor da bahia, o ouro do Cocoa of Excellence Awards — considerado o principal concurso mundial de qualidade de amêndoas de cacau — em cerimônia realizada em Amsterdã, na Holanda, entre 222 amostras vindas de 52 países.
A dupla é atendida pela Emater de Medicilândia há mais de dez anos, acompanhamento que ajudou a consolidar o padrão de qualidade da produção.
Prêmio une quem planta e quem transforma
O Prêmio Brasil Chocolate do Cacau à Barra tem uma particularidade em relação a outras premiações do setor: em vez de reconhecer apenas o produto final, ele credita conjuntamente o produtor da amêndoa e o chocolateiro que transforma o cacau em barra — reforçando a ideia de que a qualidade do chocolate fino nasce no campo, antes mesmo de chegar à fábrica.
As amostras inscritas passaram por dois júris: o Gastronômico, formado por chefs e confeiteiros experientes, e o Técnico, com profissionais habilitados em curso intensivo de avaliação de cacau e chocolate.
Pará também brilha na categoria Ao Leite
O estado repetiu o bom desempenho na categoria Ao Leite, com a prata para a Selah Chocolate de Origem, na barra feita com amêndoas de Narcizo Batista, produtor de Tuerê. Na mesma categoria Intenso, o Pará ainda apareceu na prata, com a Mission Chocolate usando amêndoas de Valdomiro, também de Tuerê, combinadas com cacau de Ilhéus (BA).
Já a categoria Ao Leite teve o ouro para a Monjolo Chocolate, com amêndoas da Cooperar, cooperativa de Purus, no Amazonas — mostrando que a excelência do cacau amazônico não se limita ao Pará.
O prêmio foi anunciado durante a 6ª edição da Bean to Bar Chocolate Week, realizada entre 10 e 16 de agosto, que reuniu produtores, especialistas e consumidores em uma programação de cursos, degustações, painéis e feira aberta ao público.
O evento é considerado o principal encontro do setor no país e busca fortalecer toda a cadeia do cacau fino brasileiro — da seleção da amêndoa até a fabricação da barra.


