Resumo
- Uma unidade demonstrativa foi Inaugurada em Altamira (PA), no Campo Experimental da Embrapa Amazônia Oriental, para mostrar na prática a recuperação de áreas degradadas com “muvuca” de sementes nativas.
- O espaço fica aberto o ano todo e tem localização estratégica (próxima à cidade) para facilitar o acesso de interessados e funcionar como uma vitrine da técnica na região.
- A área foi implantada em 26 de fevereiro e apresentada durante um dia de campo que reuniu Embrapa, Emater, universidades, estudantes, coletores e parceiros locais.
- A unidade servirá para monitorar indicadores ecológicos, fortalecer a troca entre ciência e prática de campo, e promover a articulação multissetorial para garantir o sucesso de projetos de restauração.
- A iniciativa é fruto de uma parceria entre o ISA (por meio das redes Caminhos da Semente e Redário), Embrapa Amazônia Oriental, Centro Capoeira e UFPA, com apoio financeiro da Fundação Bezos para a Terra.
Quem quer ver na prática como se recupera uma área degradada com sementes nativas agora tem onde visitar em Altamira, no Pará. Uma unidade demonstrativa de restauração com muvuca de sementes foi instalada no Campo Experimental da Embrapa Amazônia Oriental, no km 23 da BR-230, e fica aberta a visitas durante todo o ano.
Muvuca é uma técnica ancestral indígena de restauração ecológica, que mistura várias sementes (espécies nativas florestais, pioneiras, secundárias, arbustos e plantas de adubação verde como leguminosas) misturadas com areia ou substrato diretamente no solo.

A área foi implantada em 26 de fevereiro, e os resultados já aparecem. Entre os visitantes estavam participantes do I Encontro de Coletores da Amazônia, que viram de perto os primeiros resultados da semeadura feita com sementes coletadas pela muvuca de Sementes da Terra do Meio.
O técnico em restauração ecológica do Instituto Socioambiental (ISA) Miguel Gama explica que a ideia é criar uma vitrine das técnicas de restauração na região. O campo da Embrapa foi escolhido de propósito: fica mais perto da cidade, o que facilita o acesso de quem ainda não conhece o trabalho.
Segundo ele, muitos participantes nunca tinham tido contato direto com a muvuca, uma técnica ainda nova por aqui. O dia de campo serviu para sair da teoria e mostrar como ela é feita.
Como foi o dia de campo
A semeadura aconteceu durante o dia de campo “Restauração ecológica com semeadura direta e muvuca de sementes”. Os convidados acompanharam a implantação da unidade e viram como o método pode ser adaptado a diferentes formas de semear.
Entre eles estavam Emater, Embrapa, universidades, estudantes, coletores de sementes, empresas e outros parceiros locais. Eles também conheceram o trabalho de três iniciativas apoiadas pelo ISA na região: Caminhos da Semente, Redário e Rede de Sementes Terra do Meio.
Espaço também servirá para pesquisa. Matheus Rezende, também técnico em restauração ecológica do ISA, afirma que a unidade será usada para acompanhar indicadores ecológicos em futuros dias de campo.
“Discutimos diversas questões e dúvidas importantes sobre toda a cadeia da restauração com sementes, tornando a experiência ainda mais rica. Momentos como esses fortalecem a troca entre conhecimento científico, prática no campo e articulação multissetorial, essenciais para compreendermos tecnicamente a restauração ecológica com sementes, ampliando a restauração com qualidade e garantindo o sucesso dos projetos em diferentes ecossistemas”, disse Rezenda.
O dia de campo foi promovido pelo ISA, por meio das iniciativas Caminhos da Semente e Redário, em parceria com a Embrapa Amazônia Oriental, o Centro Capoeira e a UFPA, com apoio financeiro da Fundação Bezos para a Terra.
Com informações do Instituto Socioambiental


