Close Menu
Pará Terra BoaPará Terra Boa
  • COP30
  • GENTE DA TERRA
  • ECONOMIA
  • AGRICULTURA
  • MEIO AMBIENTE
  • CULTURA
  • SOBRE
  • CONTATO
Últimas notícias

Mercúrio em peixes pode estar relacionado a queimadas e desmatamento, diz estudo

MEIO AMBIENTE

Região Norte terá outubro mais quente e com chuva abaixo da média

MEIO AMBIENTE

Integrar dados públicos pode garantir rastreabilidade bovina

MEIO AMBIENTE
Facebook Instagram LinkedIn
1.
  • Mercúrio em peixes pode estar relacionado a queimadas e desmatamento, diz estudo
  • Região Norte terá outubro mais quente e com chuva abaixo da média
  • Integrar dados públicos pode garantir rastreabilidade bovina
  • Estudo mapeia áreas prioritárias para efetivação do Código Florestal
  • Reino Unido confirma aporte e fundo para florestas chega a 3/4 da meta
28 de setembro de 2026
Pará Terra BoaPará Terra Boa
Facebook Instagram
  • COP30
  • GENTE DA TERRA
  • ECONOMIA
  • AGRICULTURA
  • MEIO AMBIENTE
  • CULTURA
Pará Terra BoaPará Terra Boa
Home»MEIO AMBIENTE»Mercúrio em peixes pode estar relacionado a queimadas e desmatamento, diz estudo
MEIO AMBIENTE 28 de setembro de 2026

Mercúrio em peixes pode estar relacionado a queimadas e desmatamento, diz estudo

Análise entre rios na Amazônia e no Cerrado indica que contaminação pode ir além dos impactos da mineração
WhatsApp Facebook LinkedIn Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas Email
foto: José Renato Venâncio Resende/Wikimedia Commons
Compartilhar
WhatsApp Facebook Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas LinkedIn Email

Resumo

  • Estudo publicado na revista Environmental Geochemistry and Health revela que mais de um terço (35,5%) dos peixes coletados no Lago Puruzinho (baixo Rio Madeira) apresentavam concentrações de mercúrio acima dos limites de segurança da Anvisa, com médias muito elevadas em peixes predadores (piscívoros).
  • Nos lagos do Araguaia (Cerrado), onde não há histórico expressivo de garimpo, apenas 4% das amostras ultrapassaram os limites permitidos. No entanto, o estudo aponta que o mercúrio se acumula na cadeia alimentar e que o consumo frequente de peixes predadores já pode representar riscos.
  • O estudo detalha o processo de biomagnificação — onde o metal se acumula a cada elo da cadeia alimentar —, indicando que esse acúmulo se mostrou ainda mais intenso no Araguaia, embora os níveis totais sejam menores que no Madeira.
  • A ingestão semanal estimada de mercúrio por comunidades ribeirinhas e indígenas (que consomem cerca de 300 gramas de peixe por semana) ultrapassou o limite tolerável estabelecido pela FAO/OMS no Rio Madeira, acendendo um alerta para a inadequação dos limites vigentes para quem depende fortemente do pescado.
  • Os pesquisadores apontam que, no Araguaia, a presença de mercúrio não vem do garimpo, mas sim da mudança no uso da solo (como desmatamento para soja e pecuária e queimadas), que erosiona o solo e libera o metal naturalmente presente nele para os rios.

 

Mais de um terço dos peixes coletados em um lago do baixo Rio Madeira, na Amazônia, tinha mercúrio acima dos limites de segurança fixados pela Anvisa. No Rio Araguaia, no Cerrado, onde não há histórico relevante de garimpo, a proporção foi bem menor (4%), mas o metal também se acumula na cadeia alimentar, e o consumo frequente de peixes predadores já pode ultrapassar o limite semanal tolerável. É o que mostra um estudo publicado em 14 de julho na revista científica Environmental Geochemistry and Health, que analisou 626 peixes coletados entre 2019 e 2024.

A equipe, que inclui Wanderley Rodrigues Bastos, da Universidade Federal de Rondônia
a (UNIR), comparou duas bacias com históricos de degradação distintos. No Madeira, a coleta ocorreu no Lago Puruzinho, em uma região marcada por garimpo, desmatamento, queimadas e hidrelétricas.

No Araguaia, foram estudados quatro lagos da planície de inundação do rio, onde as principais pressões são o desmatamento e o fogo. Foram analisados 352 peixes de 19 espécies no Madeira e 274 de 17 espécies no Araguaia.

A análise comparativa indica que o acúmulo de mercúrio nos peixes pode ir além dos impactos clássicos da mineração de ouro, apontando também para distúrbios ambientais como o desmatamento e as queimadas.

Madeira concentra os maiores valores

No Lago Puruzinho, a concentração de mercúrio nos peixes variou de 37 a 2.473 microgramas por quilo (µg/kg), com média de 750. O limite da Anvisa é de 500 µg/kg para espécies não predadoras e de 1.000 µg/kg para predadoras. Ao todo, 35,5% dos peixes do lago (125 indivíduos) ultrapassaram esses limites, principalmente o tucunaré da espécie Cichla pleiozona, com 41 exemplares, e as espécies Serrasalmus rhombeus e Pellona castelnaeana, com 25 cada.

Nos lagos do Araguaia, a variação foi de 6 a 1.947 µg/kg, com média de 202. Só 11 amostras, ou 4%, passaram dos limites.

Nas duas bacias, os peixes que comem outros peixes (piscívoros) ou animais maiores (carnívoros) tinham muito mais mercúrio do que os detritívoros, que se alimentam de matéria orgânica no fundo.

No Madeira, a média nos piscívoros foi de 1.033 µg/kg, contra 189 nos detritívoros. No Araguaia, foi de 744 contra 42. É o processo chamado de biomagnificação: o metal se acumula em cada elo da cadeia e chega mais concentrado aos predadores. A espécie Pellona castelnaeana teve os maiores valores nas duas bacias.

Um resultado que os autores destacam: a biomagnificação foi mais intensa no Araguaia, ou seja, o mercúrio ali sobe de forma mais eficiente pela cadeia, ainda que os níveis totais sejam menores.

Risco para quem depende do peixe

Os pesquisadores estimaram quanto mercúrio uma pessoa de 65 kg ingeriria por semana em três cenários: 50 gramas de peixe (padrão urbano), 100 gramas (padrão rural) e 300 gramas (populações ribeirinhas e indígenas, para quem o peixe é a principal proteína).

O parâmetro de comparação foi o limite semanal tolerável de 1,6 µg (micrograma) por quilo de peso corporal, definido por comitê da FAO e da OMS. Para chegar a esse número, o estudo estimou que 80% do mercúrio total nos peixes está na forma de metilmercúrio, a mais tóxica.

No Madeira, a ingestão média estimada foi de 0,425 µg/kg por semana no cenário urbano, 0,896 no rural e 2,769 no ribeirinho, esta última acima do limite. No Araguaia, os valores foram de 0,124, 0,249 e 0,746. Na média por tipo de peixe, os excessos estatisticamente significativos apareceram só no cenário ribeirinho: no Madeira, para planctívoros, carnívoros e piscívoros; no Araguaia, apenas para piscívoros.

Em alguns exemplares isolados, porém, o limite foi superado com consumo bem menor. No cenário rural, 45 peixes carnívoros e piscívoros do Madeira ficaram acima do limite.

No Araguaia, isso ocorreu com exemplares de três espécies predadoras. Já as espécies herbívoras, detritívoras e onívoras foram as mais seguras nas duas bacias, segundo os autores.

Sem garimpo, mas com desmatamento

O estudo argumenta que o garimpo histórico não explica o mercúrio encontrado nos lagos do Araguaia. Amostras de sedimento da região estão em faixas comuns em lagos tropicais não impactados, enquanto no rio Beni, afluente do Madeira, sedimentos sob influência de garimpo passam de 500 µg/kg.

Para os autores, isso aponta para outro fator: a mudança no uso da terra, com desmatamento para soja e pecuária, que erode o solo e leva ao rio o mercúrio naturalmente presente nele; as queimadas também contribuem.

É uma interpretação dos pesquisadores. O estudo não mediu diretamente a origem do mercúrio, já que não houve coleta simultânea de água, sedimento e organismos da base da cadeia alimentar nos mesmos pontos.

Limites vigentes

A conclusão do estudo é que os limites da Anvisa e da FAO/OMS podem bastar para populações que comem pouco peixe, como se estimou para o Araguaia, mas parecem inadequados para comunidades muito dependentes dele, como as ribeirinhas do Madeira.

Os autores defendem recomendações de saúde ajustadas à dieta de cada região.

 

 

mercúrio peixes PRINCIPAL Rio Araguaia Rio Madeira
Compartilhar. WhatsApp Facebook Incorpore mídia (YouTube, Twitter, Flickr etc) diretamente em tópicos e respostas LinkedIn Email
Artigo AnteriorRegião Norte terá outubro mais quente e com chuva abaixo da média

Você pode gostar também de

MEIO AMBIENTE

Região Norte terá outubro mais quente e com chuva abaixo da média

MEIO AMBIENTE

Integrar dados públicos pode garantir rastreabilidade bovina

MEIO AMBIENTE

Estudo mapeia áreas prioritárias para efetivação do Código Florestal

MEIO AMBIENTE

Reino Unido confirma aporte e fundo para florestas chega a 3/4 da meta

Busque em nosso site
Previsão do tempo

+32
°
C
+33°
+21°
Altamira (Para)
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

+33
°
C
+33°
+20°
Sao Felix do Xingu
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

+32
°
C
+32°
+23°
Belém
Domingo, 30
Ver Previsão de 7 Dias

 

Curta Nossas Redes Sociais
  • Facebook
  • Instagram
Acesse nosso WhatsApp
WhatsApp
Envie sua notícia

Quer compartilhar uma notícia ou acontecimento da sua região?

Envie para a nossa redação!

    Publicidade
    Publicidade

    Aqui você encontra notícias boas para a gente boa desta terra boa que é o nosso Pará.

    Siga, comente e compartilhe nossos perfis nas redes sociais.

    Reprodução permitida, mas cite a fonte por favor!

    Facebook Instagram
    ENTRE EM CONTATO

    ANUNCIE NO PARÁ TERRA BOA

    Confira o Mídia Kit e contatos aqui

    ENVIE SUAS IDEIAS

    Queremos conhecer bons exemplos de quem cuida da nossa terra boa! Mande sua história ou de terceiros no WhatsApp para (91) 99187-0544 ou no formulário de contato aqui. 

    LEIA NOSSAS MATÉRIAS
    • COP30
    • GENTE DA TERRA
    • ECONOMIA
    • AGRICULTURA
    • MEIO AMBIENTE
    • CULTURA
    POLÍTICAS DO SITE

    Política de Privacidade

    Política de Cookies 

    © 2026 Pará Terra Boa.
    • SOBRE
    • CONTATO

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Confira a política de utilização de cookies.
    ConfiguraçõesAceitar
    Gerenciar consentimento

    Visão geral da privacidade

    Este site usa cookies para melhorar a sua experiência enquanto navega pelo site. Destes, os cookies que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador, pois são essenciais para o funcionamento das funcionalidades básicas do site. Também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa este site. Esses cookies serão armazenados em seu navegador apenas com o seu consentimento. Você também tem a opção de cancelar esses cookies. Porém, a desativação de alguns desses cookies pode afetar sua experiência de navegação.
    Funcional
    Os cookies funcionais ajudam a realizar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.
    Performance
    Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a fornecer uma melhor experiência do usuário para os visitantes.
    Analytics
    Cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre as métricas do número de visitantes, taxa de rejeição, origem do tráfego, etc.
    Propaganda
    Os cookies de publicidade são usados para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam visitantes em sites e coletam informações para fornecer anúncios personalizados.
    Outros
    Outros cookies não categorizados são aqueles que estão sendo analisados e ainda não foram classificados em uma categoria.
    Necessário
    Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o funcionamento adequado do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, de forma anônima.
    açaí
    tarifaço
    economia
    prejuízo
    destaque
    SALVAR E ACEITAR