Resumo
- O projeto Conexão de Saberes iniciou suas ações no Pará para focar em sustentabilidade, segurança alimentar e geração de renda nas regiões do Marajó e Sudeste Paraense.
- A iniciativa, uma parceria entre Embrapa e Vale S.A., faz parte da rede Juntos Contra a Pobreza, unindo os setores público e privado para atuar além da renda, englobando saúde, infraestrutura, alimentação e trabalho digno na agricultura familiar.
- A primeira etapa da caravana ocorreu entre 3 e 5 de agosto de 2026 em Breves, onde a equipe realizou visitas técnicas e mapeou demandas nas comunidades São Pedro, Nossa Senhora Aparecida e no entorno do aterro sanitário.
- A iniciativa abrange os municípios de Breves, Marabá, Canaã dos Carajás, Parauapebas, Curionópolis e Tucumã.
- Em parceria com o Instituto Mondó, o projeto apoia a expansão do Sisteminha Embrapa em Breves, prevendo dez unidades até o final do ano para integrar piscicultura, galinheiro, composteira e horta.
- Na cooperativa Cafar, o Sisteminha é gerido por mulheres da cozinha comunitária, garantindo alimentação local, autonomia e o abastecimento de marmitas solidárias para famílias vulneráveis.
- A segunda fase da caravana está agendada para o período de 24 a 28 de agosto de 2026 no Sudeste Paraense, promovendo dias de campo e reuniões institucionais para formalizar novas parcerias locais.
Focado em promover a sustentabilidade, a segurança alimentar e a geração de renda para a população local, o projeto “Conexão de Saberes” deu início às suas atividades no Pará. A primeira fase da caravana ocorreu no início de agosto de 2026 em Breves, no Marajó, e a iniciativa prevê desdobramentos em municípios do Sudeste Paraense, como Marabá, Canaã dos Carajás, Parauapebas, Curionópolis e Tucumã.
Integrado à rede “Juntos Contra a Pobreza”, o programa, uma parceria entre a Embrapa e a Vale S.A, une forças do setor público e privado para atuar além da produção agrícola, contemplando pilares como saúde, infraestrutura e trabalho digno. Na prática, a proposta orienta os agricultores a aprimorarem a produção em seus próprios quintais, garantindo a subsistência familiar e a comercialização de excedentes.
“Para além da renda, estamos olhando saúde, infraestrutura, alimentação, trabalho digno. Então, quando a gente se alia à Embrapa, buscamos trabalhar com o agricultor a melhoria na produção em seu próprio quintal, tanto para a alimentação da família quanto para a geração de renda futura”, afirmou Gabriella Thais Oliveira, analista de Responsabilidade Social da Vale.
Durante a passagem por Breves, a equipe realizou visitas técnicas e dialogou com comunidades locais (como São Pedro, Nossa Senhora Aparecida e áreas no entorno do aterro municipal) para mapear demandas e planejar a instalação de unidades tecnológicas.
Uma das instituições que já confirmou participação no projeto é o Instituto Mondó, que atua na região há cerca de seis anos.
“Atuamos em 17 municípios do Marajó, tendo Breves como o município polo. Nosso trabalho é pautado na perspectiva de desenvolvimento territorial, a partir de educação, saúde, renda e moradia, tanto na área urbana como rural. Ter a Embrapa nesse ecossistema de desenvolvimento territorial integrado, fortalece uma estratégia de protagonismo de atores locais”, afirmou Carolina Maciel, diretora executiva do instituto.
O instituto instalou cinco unidades do Sisteminha Embrapa em comunidades de Breves e até o final do ano pretende instalar mais cinco, com o apoio da Vale. Uma das unidades fica na Cooperativa da Agricultura Familiar Agroextrativista Regional (CAFAR). No local os módulos de piscicultura, galinheiro, composteira e horta são conduzidos pelas mulheres da cozinha comunitária da cooperativa.
A agricultora Edna Barbosa Araújo, coordenadora da cozinha comunitária, explicou que a comunidade participou de capacitação sobre o Sisteminha e em 10 dias conseguiu implantar os módulos.
“O Sisteminha começou a dar resultado positivo. A gente consegue servir os alimentos em eventos da cooperativa, como o que servimos para vocês hoje”, conta a agricultora.
Um dos destaques do projeto é a implementação do “Sisteminha Embrapa” — estrutura que reúne módulos de piscicultura, galinheiro, composteira e horta. Na Cooperativa da Agricultura Familiar Agroextrativista Regional (CAFAR), por exemplo, a tecnologia é gerenciada por mulheres que lideram uma cozinha comunitária. A iniciativa tem garantido insumos para refeições locais e impulsionado ações solidárias de distribuição de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade.


