Resumo
- O governo britânico sinalizou a intenção de destinar 400 milhões de libras (cerca de R$ 2,7 bilhões) ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) na modalidade de empréstimo.
- Lançado em novembro de 2025 na COP30 em Belém e idealizado pelo Brasil, o fundo visa recompensar países em desenvolvimento por manterem florestas tropicais preservadas.
- Com o novo valor, o TFFF soma aproximadamente US$ 7,3 bilhões — abaixo da meta de US$ 10 bilhões necessária para iniciar as operações.
- A meta financeira deve ser batida até dezembro deste ano, com captação de recursos no início de 2027, monitoramento das matas entre 2027 e 2028, e os primeiros pagamentos entre 2028 e 2029.
- O modelo de empréstimo protege os cofres do Reino Unido, abrindo espaço no orçamento para ajudar famílias locais com o custo de vida (como subsídios em tarifas de ônibus).
- O investimento está sujeito a análises de risco, checagem de contratos e à exigência de que o Reino Unido tenha voz ativa nos órgãos de controle e na governança do fundo.
O Reino Unido anunciou a intenção de investir 400 milhões de libras (ou cerca de R$ 2,7 bilhões) no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) na forma de empréstimo. Com essa decisão, o governo britânico muda de estratégia: em vez de funcionar como um mero doador de recursos a fundo perdido, passa a atuar como um investidor que espera retorno financeiro.
O TFFF foi oficialmente lançado em novembro de 2025, durante a Cúpula de Líderes da COP30, realizada em Belém. Idealizado pelo governo brasileiro , o mecanismo internacional tem como objetivo remunerar os países em desenvolvimento que mantêm suas florestas tropicais de pé, funcionando de forma complementar a outras iniciativas climáticas.
Com o novo aporte, o fundo acumula cerca de US$ 7,3 bilhões, valor que ainda fica abaixo da linha de corte de US$ 10 bilhões exigida para o início das atividades. A expectativa é atingir essa marca até dezembro, permitindo o início da captação de recursos no começo de 2027.
Com esse cronograma, as nações participantes deverão iniciar o monitoramento das matas entre 2027 e 2028, com os primeiros repasses financeiros programados para o período entre 2028 e 2029.
De acordo com o governo britânico, A escolha pelo formato de empréstimo ajuda a proteger o contribuinte britânico e mexe com o orçamento do país. Ao utilizar uma linha específica para transações financeiras, o governo consegue abrir espaço no caixa para bancar medidas internas — como a manutenção de tarifas mais baixas para passagens de ônibus —, auxiliando famílias a lidarem com o custo de vida.
Para transformar essa intenção em realidade, o governo britânico colocou algumas condições na mesa. O país quer ter voz ativa nos conselhos e órgãos de controle do fundo para garantir que os interesses locais e a segurança dos investimentos — incluindo o peso do mercado financeiro de Londres — sejam respeitados.


