Resumo
- O governo federal criou uma estrutura com 20 ministérios, coordenada pela Casa Civil, para monitorar e responder aos impactos do Super El Niño a partir de julho.
- O fenômeno deve causar seca extrema na Amazônia e no Nordeste, temporais no Sul e Sudeste, calor no Centro-Oeste e alto risco de incêndios no Pantanal.
- O sistema “Defesa Civil Alerta” enviará avisos direto na tela dos smartphones em áreas de risco, sem necessidade de cadastro, divididos entre alertas severos e extremos (evacuação).
- O ministro Waldez Góes defendeu a criação de uma “cultura do risco”, com rotas de fuga sinalizadas, abrigos prontos e treinos de evacuação com os moradores.
Para antecipar respostas a desastres ambientais, o governo federal instalou uma Sala de Situação Interministerial com foco no Super El Niño, fenômeno previsto para atingir o Brasil a partir de julho. Coordenada pela Casa Civil com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a estrutura reúne 20 ministérios para planejar ações de socorro e monitoramento.
Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, o titular do MIDR, Waldez Góes, explicou que o grupo permite liberar recursos extraordinários rapidamente e integrar as Forças Armadas, a Polícia Federal, o Ibama e o ICMBio no apoio a estados e municípios. Órgãos técnicos como o Cemaden e o Inpe fornecem dados em tempo real para embasar as decisões.
O ministro alertou para as consequências climáticas esperadas no País: estiagem severa na Amazônia e no Nordeste, tempestades nas regiões Sul e Sudeste, calor extremo no Centro-Oeste e maior probabilidade de queimadas no Pantanal.
Avisos no celular e cultura de prevenção
Como ferramenta de proteção, Góes destacou o funcionamento do sistema Defesa Civil Alerta. A tecnologia envia avisos de emergência emitidos por órgãos locais direto para as telas dos celulares de quem estiver na região afetada, operando mesmo que o usuário não tenha cadastro ou créditos no aparelho. Os avisos são divididos em:
- Alerta severo: primeiro aviso de alta relevância sobre o risco
- Alerta extremo: aviso crítico que exige a saída imediata do local (evacuação)
Por fim, o chefe da pasta defendeu que o Brasil consolide uma “cultura do risco”, envolvendo governo, empresas e cidadãos. Segundo ele, é essencial que as comunidades conheçam os planos de contingência, tenham rotas de fuga sinalizadas, abrigos estruturados e participem de exercícios simulados de evacuação periodicamente.
“Se uma autoridade emite um alerta, você tem que respeitar. Agora, para você respeitar, você tem que conhecer, conviver, tem que participar, tem que aprender a lidar com aquilo. Então, nós chamamos de cultura do risco, o Brasil tá se organizando, cada vez mais, e criando uma cultura do risco”.


