Resumo
- O encontro “Gestores pelo Clima”, nesta sexta-feira, 29, em Soure, lança a campanha “Marajó Unido pelo Clima”, reunindo prefeituras, governos estadual e federal, além da sociedade civil.
- A articulação envolve inicialmente os municípios paraenses de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, com o objetivo de criar uma rede intermunicipal de governança climática no Marajó Oriental.
- O arquipélago do Marajó é uma das regiões mais expostas à crise climática no país. Moradores locais já sofrem com cheias severas, secas, erosão costeira e falta de água potável, o que prejudica a produção de alimentos e a mobilidade.
- A campanha integra o Projeto Marajó Resiliente e busca transformar diagnósticos em políticas públicas de sustentabilidade.
Diante da urgência das transformações ambientais, lideranças municipais, estaduais, federais e a sociedade civil se unem nesta sexta-feira, 29, em Soure, no encontro “Gestores pelo Clima”. O evento marca o lançamento oficial da campanha “Marajó Unido pelo Clima”, uma articulação estratégica para blindar e fortalecer os municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari contra os impactos severos das mudanças climáticas na região.
O arquipélago do Marajó é considerado uma das regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas no Brasil; e suas comunidades já sentem esses impactos, principalmente aquelas que dependem diretamente dos rios, da floresta e da produção agroecológica para sobreviver.
Entre os principais problemas já relatados e com registros oficiais estão cheias mais intensas, períodos de seca, erosão costeira e dificuldades no acesso à água potável — fatores que têm afetado a produção de alimentos, a mobilidade e a qualidade de vida.
A iniciativa faz parte das ações do Projeto Marajó Resiliente, que tem o objetivo de partir do diagnóstico para a ação, desenvolvendo estratégias de adaptação climática no território.
“A campanha nasce com o objetivo de mobilizar gestores públicos e comunidades do Marajó para uma resposta mais assertiva e integrada aos impactos das mudanças climáticas, a partir dos municípios de Cachoeira do Arari, Salvaterra e Soure. Buscamos dar visibilidade aos compromissos já assumidos pelos gestores e fortalecer sua atuação e o papel essencial que desempenham na agenda climática”, afirma Lanna Peixoto, coordenadora técnica do Marajó Resiliente.
Ao todo, a programação contará com debates sobre estratégias de adaptação climática, criação de mecanismos de governança e fortalecimento de políticas públicas voltadas à sustentabilidade do arquipélago. A expectativa é criar uma rede intermunicipal de governança climática no Marajó Oriental.
Além das discussões institucionais, a campanha também pretende valorizar experiências já existentes no território, como os sistemas agroflorestais liderados por mulheres, comunidades tradicionais e quilombolas. A proposta é mostrar que a adaptação climática pode gerar benefícios ambientais, sociais e econômicos ao mesmo tempo.
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A secretária municipal de Meio Ambiente de Cachoeira do Arari, Nazaré Amador, afirma que a união entre os municípios é fundamental para enfrentar os problemas ambientais que atingem o arquipélago.
“A importância deste evento é nos apoiar a instituir a governança climática local de forma articulada. Voz uníssona dos três municípios em defesa de seus territórios fragilizados pela erosão costeira, inundações severas, potabilidade da água, desflorestamentos e desigualdades, visando soluções que amparem a resiliência climática no Arquipélago do Marajó”, finaliza.
O evento é promovido pela Fundação Avina, pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e pelas prefeituras dos três municípios marajoaras. Também participam representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Fórum Permanente Estadual de Secretários Municipais de Meio Ambiente (Fopesmma), da Secretaria Adjunta de Gestão de Águas e Clima do Pará e da Agência de Cooperação Alemã (GIZ).
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