As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de maio trazem um cenário de otimismo moderado para a região Norte do Brasil. Com a expectativa de chuvas acima da média histórica em grande parte do território e temperaturas elevadas, o campo deve manter bons níveis de umidade, favorecendo o desenvolvimento agrícola, embora o excesso de água exija atenção redobrada dos produtores.
A umidade deve ser generosa em praticamente todo o Pará, no centro-leste do Amazonas, Amapá, centro do Acre, além do centro-sul de Roraima e centro-sudeste do Tocantins. Por outro lado, algumas áreas podem enfrentar um cenário mais seco, com volumes abaixo da média previstos para o centro-oeste amazonense e o centro-norte de Roraima.
Acompanhando as chuvas, o calor também deve marcar presença. A previsão indica temperaturas predominantes acima da média, com desvios positivos na casa dos 0,6 °C. A exceção fica para Rondônia e partes do Amazonas, Acre, Roraima e Pará, onde os termômetros devem operar dentro da normalidade para o mês.
No campo: benefícios e riscos fitossanitários
Para o agronegócio nortista, esse cenário é majoritariamente positivo. A combinação de água disponível no solo e calor deve continuar beneficiando o desenvolvimento das pastagens e, principalmente, do milho de segunda safra, que se encontra em fases cruciais de crescimento.
Entretanto, o produtor de frutas precisa ficar atento. De acordo com o Inmet, para culturas como o cacau e a banana, a persistência de chuvas e as altas temperaturas criam o ambiente ideal para o “risco fitossanitário”.
O excesso de umidade pode aumentar a incidência de doenças fúngicas e foliares, além de criar barreiras logísticas, dificultando o manejo diário e as operações de colheita.


