Uma força-tarefa de combate a crimes ambientais desarticulou uma rede de garimpo e desmatamento ilegal no sudeste do Pará. A Operação Marco Zero, realizada entre 10 e 18 de março, concentrou esforços em 800 mil hectares de unidades de conservação e resultou em um prejuízo estimado de R$ 8 milhões para as organizações criminosas que atuavam na região.
A ofensiva ocorreu em áreas estratégicas sob gestão do ICMBio, abrangendo os municípios de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás e São Félix do Xingu. Entre os alvos estavam as Florestas Nacionais de Carajás e Itacaiúnas, a Reserva Biológica do Tapirapé, o Parque Nacional Campos Ferruginosos e a APA do Igarapé Gelado.
As investigações de inteligência revelaram que os grupos utilizavam estruturas sofisticadas para a extração mineral clandestina, incluindo o uso de antenas de internet via satélite para comunicação e logística. As ações de campo focaram em pontos críticos nos rios Azul, Verde, Itacaiúnas, Preto e Parauapebas.
Balanço das apreensões e destruições:
- Maquinário: 15 escavadeiras hidráulicas e uma retroescavadeira foram inutilizadaEstruturas: 37 acampamentos improvisados e três alojamentos de apoio foram destruídos.
- Equipamentos: Foram recolhidos ou destruídos 29 motores, geradores, transformadores e três dispositivos de comunicação Starlink.
- Insumos: Apreensão de 12.700 litros de óleo diesel.
Durante a operação, 14 pessoas foram abordadas para identificação e procedimentos legais.
Impacto e continuidade
Segundo o ICMBio, a desarticulação da logística — especialmente a destruição de máquinas pesadas de alto custo — é um golpe severo na capacidade financeira dos grupos, dificultando a retomada imediata das atividades ilícitas. As autoridades reforçaram que o monitoramento na Amazônia segue intensificado e que novas incursões na região de Carajás estão previstas para os próximos meses.


