Enfrentar os desafios da maior floresta tropical do mundo exige reconhecer que ela vive sob intensa pressão climática e econômica, mas, neste 5 de setembro, Dia da Amazônia vale a pena olhar para o que está dando certo. E a queda recorde no desmatamento é o fato mais importante.
Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o desmatamento na região atingiu 2.702 km², o menor índice para o período em 11 anos, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon.
O resultado tem endereço certo: 60% das terras indígenas da Amazônia terminaram o período com desmatamento zero.
Isso demonstra que a união entre fiscalização rigorosa, tecnologia de satélite e o protagonismo dos povos tradicionais traz resultados reais e esperançosos.
Enquanto análises recentes do MapBiomas demonstram que a região precisará lidar com o alerta de um novo El Niño forte no final de 2026 — após o impacto severo da seca e das altas temperaturas registradas em 2024 —, o bioma também colhe os frutos de uma forte retração na devastação.
Dados recentes indicam quedas expressivas nos alertas e na degradação florestal na Amazônia Legal (caiu 93% no ciclo de 2025/2026), evidenciando que o avanço da fiscalização e o manejo sustentável exercido em terras indígenas e áreas protegidas funcionam como verdadeiros escudos para a preservação.
Mais do que um território vulnerável às mudanças do clima, a Amazônia é um gigante verde que abriga a maior proporção de vegetação nativa do País, alimenta o regime de chuvas por meio dos rios voadores e abriga a biodiversidade que sustenta tanto a bioeconomia quanto o futuro climático do Brasil e do mundo.
Celebrar o Dia da Amazônia é, portanto, somar forças para proteger quem cuida da floresta e garantir que o equilíbrio entre desenvolvimento, ciência e conservação continue avançando.


