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Home»MEIO AMBIENTE»Combate ao desmatamento reduz a criminalidade na Amazônia
MEIO AMBIENTE 4 de dezembro de 2025

Combate ao desmatamento reduz a criminalidade na Amazônia

Estudo do projeto Amazônia 2030 mostra que fiscalização ambiental reduziu em 15% o número de homicídios na região
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Foto: Vinícius Mendonça/Ibama
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Combater o desmatamento não só protege a floresta, como também salva vidas. A conclusão é do novo estudo do projeto Amazônia 2030 – “Combater o desmatamento reduz a criminalidade na Amazônia“. A pesquisa mostra que o fortalecimento da fiscalização ambiental, especialmente a partir do sistema de monitoramento por satélite DETER, implementado em 2006, reduziu em cerca de 15% o número de homicídios na região, o equivalente a 1.477 mortes evitadas por ano.

Os resultados indicam que políticas ambientais eficazes funcionam também como políticas de segurança pública, com impacto direto sobre conflitos fundiários, expansão de mercados ilegais e atuação do crime organizado nas fronteiras do desmatamento.

Enquanto o Brasil reduziu suas taxas de homicídio na última década, a Amazônia seguiu trajetória oposta. De 2006 a 2016, os municípios amazônicos viram a violência explodir: a taxa de homicídios subiu de 33,1 para 52,1 por 100 mil habitantes, aumento de 57,3%, muito acima do restante do país.

O estudo explica que essa violência tem características próprias: ocorre majoritariamente em áreas rurais, próximas a frentes de desmatamento, garimpo ilegal, grilagem e exploração madeireira, territórios onde o estado historicamente exerce pouca presença.

O estudo conduzido pelos pesquisadores Rafael Araújo, Vítor Possebom e Gabriela Sett, identificou um elo direto entre fiscalização ambiental e queda da violência.

Com monitoramento em tempo real e aplicação rápida de multas ambientais, a presença do estado aumenta, elevando custos para atividades ilegais e reduzindo o espaço de atuação de redes criminosas. O estudo mostra que cada multa aplicada reduz, no ano seguinte, 0,73 homicídio por 100 mil habitantes, e que municípios mais fiscalizados apresentam menor probabilidade de registrar violência letal.

“Essa sobreposição entre atividades ilegais e violência letal cria um ciclo autossustentado: mais desmatamento → mais disputa por terras → mais violência → mais poder para organizações criminosas. Políticas de fiscalização ambiental têm potencial de interromper esse ciclo”, diz o estudo.

Além disso, a pesquisa estima que os benefícios sociais da violência evitada chegam a US$ 2,3 bilhões por ano, enquanto o custo operacional dos órgãos responsáveis pelo DETER gira em torno de US$ 622 milhões. O retorno social é de 3,7 vezes o investimento, sem contar ganhos ambientais, como redução de emissões de carbono e proteção da biodiversidade.

Para os autores, os resultados deixam claro que políticas ambientais eficazes devem ser tratadas também como políticas de segurança pública. Eles recomendam integrar ações de conservação e de combate ao crime, especialmente em territórios críticos onde desmatamento, mercados ilegais e violência avançam juntos.

Isso inclui fortalecer operações coordenadas entre órgãos ambientais, forças policiais e estruturas locais de governança, priorizando regiões com maior incidência de conflitos e pressão de atividades ilegais.

O estudo destaca ainda a necessidade de reforçar a capacidade operacional do Ibama, ICMBio e órgãos estaduais, ampliando equipes, tecnologia e presença territorial. Investir em fiscalização ambiental, mostram os autores, é investir em estabilidade institucional, redução de homicídios e desenvolvimento sustentável.

Políticas de monitoramento, comando e controle têm potencial para interromper ciclos de violência rural e consolidar a presença do estado em áreas historicamente vulneráveis.

A análise confirma uma mensagem central: proteger a floresta é também proteger vidas. Em uma região marcada por fragilidade institucional e redes ilegais, o monitoramento e a ação do estado têm capacidade comprovada de reduzir homicídios, conter mercados ilícitos e promover desenvolvimento sustentável.

“A experiência com o DETER evidencia que proteger a floresta e proteger vidas são objetivos complementares, não concorrentes. Em um território historicamente marcado por fragilidade institucional e mercados ilegais, a presença ativa do estado, por meio da fiscalização ambiental, tem efeitos amplos e profundos: reduz homicídios, desarticula redes criminosas e reforça o controle institucional sobre áreas estratégicas’, aponta o estudo.

 

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