Resumo
- A 234ª edição do Círio de Nazaré reuniu cerca de 2,3 milhões de pessoas nas ruas de Belém.
- Por volta das 9h15, a corda foi desatrelada da Berlinda (com indícios de corte), mas a procissão continuou normalmente. A Imagem Peregrina chegou à Praça Santuário às 12h15.
- O dia começou às 6h com missa na Catedral da Sé. Os 3,6 quilômetros de percurso foram vencidos em cerca de cinco horas, com apenas 20 minutos de atraso.
- Devido ao forte calor, a Defesa Civil borrifou água nos promesseiros e voluntários distribuíram água e suporte. Postos também forneceram pulseiras de identificação para evitar que crianças se perdessem.
- Fiéis cumpriram promessas de diferentes maneiras, como percorrer o trajeto de joelhos, carregar cruzes, grandes imagens de santos e símbolos personalizados.
Uma multidão estimada em 2,3 milhões de pessoas acompanhou neste domingo, 11, a 234ª edição do Círio de Nazaré, em Belém. A Berlinda com a Imagem Peregrina chegou à Praça Santuário às 12h15, com apenas 20 minutos de atraso, mas sem a corda, símbolo de sacrifício da festa, que foi desatrelada no meio do caminho por motivo ainda não explicado, segundo o g1.
A procissão é a sétima das 14 romarias oficiais da festividade. Os 3,6 quilômetros foram vencidos em cerca de cinco horas. Ao fim, muitos fiéis ficaram na praça, onde a imagem fica exposta nos próximos dias.
O dia começou às 6h, com a missa na Catedral da Sé, presidida pelo arcebispo Dom Júlio Akamine. Às 7h31, a imagem foi colocada na Berlinda, enfeitada pelo designer Djan Slaviero com lisiantos, hortênsias, rosas, bocas-de-leão e orquídeas em tons de rosa. A corda foi atrelada logo nos primeiros metros, perto da Pedra do Peixe e do Ver-o-Peso. Depois, a Berlinda passou pela Estação das Docas, subiu a Presidente Vargas e, às 10h40, entrou na Avenida Nazaré.
O calor pesou
A Defesa Civil borrifou água nos promesseiros ao longo do caminho, e voluntários distribuíram água, como fazem há gerações em muitas famílias. Igrejas também ofereceram café da manhã e acolhimento. Para evitar que crianças se perdessem na multidão, postos distribuíram pulseiras de identificação na Presidente Vargas e perto da Basílica.
Na avenida, cada um pagava a sua promessa. Cerca de 200 crianças vestidas de anjo seguiram em quatro carros oficiais. Houve quem fizesse o trajeto de joelhos, carregando cruzes ou imagens de santos, uma delas de 1,20 metro de Nossa Senhora. Uma devota usou um chapéu de miriti em forma de casa, em agradecimento pela casa própria. Uma fiel levou uma corda própria, de 25 metros. Um homem vestido de canguru celebrava a cidadania australiana.
Depois do Theatro da Paz e da Praça da República, a Berlinda seguiu pela Avenida Nazaré, recebendo homenagens em frente à TV Liberal e em cruzamentos como as travessas Benjamin Constant, Rui Barbosa e Doutor Moraes. No último quilômetro, passou pelo Largo do Redondo e pela sede do Clube do Remo até estacionar diante da Praça Santuário.


