Resumo
- O Manto do Círio de Nazaré 2026 foi apresentado nesta quinta, 8, na Basílica Santuário. Criado por Artur Maciel, o projeto reflete o tema “Maria, missionária que nos dá Jesus” com uma estética sóbria e voltada à simplicidade.
- A confecção reuniu Celeste Heitman (desenho), o Ateliê Artur Maciel e Tammy Yamada (bordados), e Marcelo Monteiro (ourivesaria).
- Artur Maciel tem longa trajetória de vivência na Basílica (ex-romeiro, atuação em pastorais e na Guarda de Nazaré) e herdou a afinidade com o trabalho manual de sua mãe, Maria de Fátima.
- O costume do manto remonta às origens do Círio. Após um longo período de confecção pela Irmã Alexandra (até 1973), a peça passou a ser renovada anualmente por diferentes artistas convidados.
O Manto do Círio de Nazaré 2026 foi apresentado aos fiéis na noite desta quinta-feira, 8, após missa na Basílica Santuário de Nazaré. Assinado por Artur Maciel, o projeto foi concebido a partir do tema da festividade deste ano, “Maria, missionária que nos dá Jesus”, adotando uma estética sóbria e voltada à simplicidade. O trabalho de criação teve início por volta da Semana Santa.
A execução da peça envolveu uma equipe multidisciplinar. O desenho foi elaborado por Celeste Heitman, enquanto os bordados ficaram a cargo do Ateliê Artur Maciel e de Tammy Yamada. A ourivesaria da peça foi realizada por Marcelo Monteiro.
Com trajetória na moda e foco em criações autorais, Artur Maciel possui uma longa relação de vivência com a Basílica. Ele foi romeiro da corda por 15 anos, soma duas décadas de trabalhos pastorais na paróquia, integrou a organização do Círio das Crianças, atuou na Pastoral da Acolhida e atualmente integra a Guarda de Nazaré.
“O Artur é alguém que serve a Nossa Senhora há décadas: puxou a corda, trabalhou nas pastorais e hoje está na Guarda de Nazaré. Confiar a ele essa missão foi reconhecer uma vida inteira de devoção”, disse Antonio Sousa, no seu último ano como coordenador do Círio 2026..
A afinidade com o trabalho manual de Artur é herança de sua mãe, Maria de Fátima.
“Acredito que, quando nos doamos, executamos com vontade e, acima de tudo, colocamos amor e dedicação no que fazemos, o resultado vem”, resume.
História do manto
A tradição do manto remonta à origem do Círio, quando o caboclo Plácido encontrou a imagem de Nossa Senhora às margens do igarapé Murucutu.
Nos primeiros anos, o manto tinha formato retangular. Mais tarde, a confecção passou a ser realizada pela Irmã Alexandra, da Congregação Filhas de Sant’Ana, que produzia os mantos com materiais doados por promesseiros, até seu falecimento, em 1973.
Desde então, a tradição se mantém viva, renovando a cada ano a devoção e a fé do povo paraense, com diversos artistas convidados.


