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O BNDES rejeitou mais de R$ 1,1 bilhão em pedidos de crédito rural nos últimos três anos devido a indícios de desmatamento ilegal.
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O Pará teve R$ 29 milhões em financiamentos negados entre 2023 e 2026, o que representa 1,2% do total de solicitações paraenses.
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O Pará registrou 45 alertas ativos de desmatamento (1,6% dos pedidos locais), superando a média nacional que ficou em 1%.
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A fiscalização, feita em parceria com o MapBiomas, evitou o repasse de quase R$ 1 million por dia a propriedades irregulares desde 2023.
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O BNDES bloqueia o crédito para o produtor que tiver embargos do Ibama em qualquer propriedade em seu nome, superando as exigências padrão do Banco Central.
Durante a Semana do Meio Ambiente, o BNDES divulgou um balanço robusto que mostra o impacto da rigidez climática no bolso do produtor: mais de R$ 1,1 bilhão em pedidos de financiamento foram rejeitados nos últimos três anos por indícios de desmatamento ilegal. A fiscalização, feita em parceria com o MapBiomas, evitou o equivalente a R$ 1 milhão por dia em créditos irregulares desde 2023.
O Pará ganhou destaque negativo nesse cenário. No estado, o banco negou a liberação de R$ 29 milhões em financiamentos para produtores rurais entre fevereiro de 2023 e abril de 2026. O volume barrado representa 1,2% de todas as solicitações de empréstimo dos paraenses. Em termos de irregularidades, o Pará registrou 45 alertas ativos, o que equivale a 1,6% dos pedidos locais — uma taxa acima da média nacional, que ficou em 1%.
“O BNDES valoriza a produção sustentável e ética, mas não é complacente com o agronegócio que destrói o meio ambiente. O tempo do crédito para o agro que desmata já passou”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do banco.
O mapa dos bloqueios
A nível regional, o Norte e o Nordeste lideraram os bloqueios operacionais, ambos registrando os maiores percentuais de volume de financiamento evitado (1,7% de rejeição sobre o total solicitado).
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Norte e Nordeste: Tiveram o maior rigor nas travas financeiras. O Nordeste ainda registrou a maior taxa de alertas ativos do país (3% das solicitações). O estado do Amazonas teve a maior alta percentual em verbas travadas, com 5,4% dos R$ 29,4 milhões solicitados sendo negados.
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Sul e Centro-Oeste: No Sul, foram evitados 0,8% dos R$ 73,2 bilhões solicitados. Já no Centro-Oeste, o BNDES bloqueou 0,7% dos R$ 29,7 bilhões demandados pelos produtores.
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Sudeste: Apresentou os melhores indicadores de conformidade ambiental, com apenas 0,5% do crédito bloqueado de um total de R$ 23 bilhões solicitados.
Regras mais duras que o Banco Central
O cerco do BNDES funciona através de um filtro muito mais rigoroso do que as exigências tradicionais do Manual de Crédito Rural (MCR) do Banco Central. Enquanto o BC veda o crédito apenas se o embargo ambiental estiver localizado na área exata que vai receber o dinheiro, o BNDES bloqueia o produtor por completo: se o beneficiário tiver qualquer embargo vigente listado pelo Ibama em qualquer propriedade de seu nome, ele perde o direito ao financiamento em toda a rede parceira do banco, até que regularize sua situação jurídica.


