Resumo
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Alerta fitossanitário: A Adepará, em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Prefeitura de Portel, realizou uma força-tarefa educativa para impedir a entrada da vassoura-de-bruxa da mandioca no estado.
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Ameaça vinda do Amapá: O risco é iminente porque o estado vizinho do Amapá já registrou a praga em 13 municípios, e Portel possui uma rota diária de embarcações com a região contaminada.
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Foco no maior produtor: O município de Portel é o maior produtor de farinha do Marajó. Uma eventual contaminação destruiria a principal fonte de renda e segurança alimentar de milhares de famílias agrícolas.
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Restrições no transporte: O MPPA reuniu-se com empresas de navegação para garantir o cumprimento de portarias que restringem temporariamente o trânsito de vegetais vindos do Amapá.
A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Prefeitura de Portel, no Marajó, realizou uma série de ações educativas e preventivas de combate à vassoura-de-bruxa da mandioca no município.
As equipes percorreram escolas públicas, portos, a orla da cidade e comunidades polo, como o assentamento Acutipereira e a cooperativa CoopMarajó. O foco foi treinar agricultores familiares, feirantes e transportadores para identificar os sintomas da praga e agir rapidamente caso notem alguma alteração nas plantas.
O que é a vassoura-de-bruxa da mandioca?
Diferente da famosa praga que ataca o cacau, a vassoura-de-bruxa da mandioca é uma enfermidade severa que afeta o desenvolvimento pleno da planta. Ela faz com que os ramos e folhas cresçam de maneira desordenada, superbrotada e seca, dando às ramificações a aparência de uma vassoura velha.
Como a mandioca é a base da fabricação da farinha, a doença ataca diretamente o rendimento do cultivo, sendo capaz de dizimar plantações inteiras e inviabilizar a colheita comercial.
O risco logístico e econômico na rota do Marajó
A preocupação das instituições faz total sentido quando analisamos a posição geográfica e econômica de Portel. O município detém o título de maior produtor de farinha da região do Marajó, abastecendo grande parte do mercado paraense.
Porém, a cidade mantém um fluxo diário de embarcações com o Amapá, onde a doença já está descontrolada em mais de uma dezena de municípios. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Nilson Silva, a ligação por vias fluviais cria um corredor de alto risco para a entrada do fungo no Pará, exigindo fiscalização rigorosa em cargas e bagagens.
Bloqueio sanitário e fiscalização em embarcações
Para fechar o cerco contra a praga, o Ministério Público do Pará, por meio da promotora de Justiça Ione Nakamura, convocou os empresários do setor de navegação que operam na rota Amapá-Pará.
A reunião cobrou o cumprimento rigoroso das medidas que proíbem temporariamente a circulação de determinados produtos vegetais vindos do estado vizinho. O transporte ilegal de manivas (ramas de mandioca usadas para plantio) ou de materiais contaminados é o principal vetor de dispersão da doença a longas distâncias.
Próximos passos da vigilância agropecuária
A mobilização em Portel foi apenas o início de um cinturão de proteção que a Adepará pretende consolidar na região ocidental do Marajó. O cronograma de vigilância e educação sanitária continuará avançando nos municípios vizinhos de Bagre, Breves e Melgaço.
A orientação da Agência de Defesa é clara: qualquer suspeita de sintomas da vassoura-de-bruxa nas folhas ou ramos da mandioca deve ser comunicada imediatamente à unidade local da Adepará para o isolamento seguro da área.


