Resumo
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Em meio às discussões do Dia do Meio Ambiente, o Pará acelera sua preparação para o novo regulamento europeu contra o desmatamento, previsto para o fim de 2026.
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O estado, um dos maiores produtores de cacau do Brasil, aposta no Cacaupará, o primeiro sistema estadual integrado de rastreabilidade do fruto no País.
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A nova ferramenta acompanha o cacau desde a origem até a comercialização, atendendo diretamente às demandas de transparência e baixo carbono do mercado internacional.
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Além de blindar os exportadores que já estão no mercado externo, a estratégia visa integrar pequenos produtores à bioeconomia formal por meio de assistência rural e incentivos tecnológicos.
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O projeto funciona em conjunto com a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade e com o plano Pará 2030, transformando a regularização ambiental em passaporte para novos mercados.
Por Tereza Coelho
Com o novo regulamento europeu contra produtos associados ao desmatamento, previsto para entrar em vigor no fim de 2026, o Pará — um dos principais produtores de cacau do Brasil — aposta no fortalecimento de mecanismos de transparência e sustentabilidade para garantir seu protagonismo nacional e internacional. Essa discussão ganha força estratégica neste Dia do Meio Ambiente, momento em que o setor acelera o passo para se adequar às novas políticas globais.
Em entrevista ao Pará Terra Boa, o coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau), Ivaldo Santana, afirma que a implementação do Cacaupará — primeiro sistema estadual integrado de rastreabilidade do cacau do País — é a principal iniciativa do governo local para garantir esse diferencial competitivo. A ferramenta permite acompanhar toda a trajetória do fruto, da origem à comercialização, atendendo diretamente às exigências do mercado europeu.
“Passamos muitos anos falando sobre a oportunidade de entrar no mercado internacional e isso já é uma realidade; agora, a grande missão é proteger essa permanência. A melhor forma de fazer isso é criando estratégias que aumentem o alinhamento da produção com o mercado de baixo carbono e garantam plena transparência ao consumidor brasileiro e internacional”, declara Santana.
Segundo o coordenador, o Cacaupará foi concebido para proteger tanto a cadeia produtiva quanto os empresários locais — desde aqueles que já conquistaram espaço no exterior até os pequenos produtores que serão alcançados pelo avanço das políticas de assistência rural.
“Nosso tamanho territorial naturalmente impõe desafios que buscamos combater. Nesse primeiro momento, o sistema protege a permanência do produtor e do empresário que já conquistaram essa janela importante do mercado internacional, mas o avanço de outras políticas voltadas aos pequenos também promete igualar essa formalização rural ao longo dos anos. O que queremos é transparência total”, argumenta.
Cartas na manga
De acordo com Ivaldo, o êxito da estratégia depende da integração entre diferentes agentes e iniciativas. Embora o Cacaupará seja o principal instrumento para garantir a competitividade na Europa, ele atua em conjunto com a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade e com o plano Pará 2030, voltado ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento sustentável da cadeia cacaueira.
“Sabemos que não dá para vencer todas as dificuldades de uma vez. No entanto, quando incentivamos as práticas sustentáveis com crédito, recursos e acesso a tecnologias, estamos trazendo para a formalização produtores que foram desassistidos por décadas, integrando-os a uma nova fase da bioeconomia amazônica, genuinamente pautada na sustentabilidade”, diz.
Desta forma, o objetivo principal é guiar produtores e empresários rumo à conformidade com as políticas agrárias e ambientais, transformando a regularização em passaporte para o mercado internacional e para o crédito fomento.
“Estamos trabalhando para que o acesso à assistência rural de qualidade, as portas abertas para as políticas públicas e a inserção em novos mercados possam chegar ao maior número de pessoas possível muito em breve”, conclui.
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