Com o objetivo de blindar o setor produtivo paraense contra ameaças fitossanitárias, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) formalizaram, nesta quarta-feira, 4, um convênio de cooperação técnica de R$ 2,2 milhões. O recurso será aplicado exclusivamente em ações emergenciais de fiscalização e controle ao longo de 2026.
Para o diretor-geral da Adepará,Jamir Macedo. o acordo representa um salto estratégico na proteção do campo.
“Este convênio reafirma nossa parceria com o governo federal. Ele fortalece a defesa frente a três emergências fitossanitárias prioritárias, garantindo que o produtor mantenha sua capacidade de produção, geração de renda e manutenção de empregos”, destacou Macedo.
Segundo o Mapa, o repasse de R$ 2,2 milhões será alocado como orçamento de custeio e investimento.
De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, o montante permitirá à Adepará modernizar sua estrutura, adquirir veículos e instrumentos de fiscalização, além de arcar com as despesas operacionais das ações de campo.
“Os avanços na liderança global do Brasil em diversas cadeias produtivas são resultado do trabalho técnico realizado nos estados. Este convênio amplia a capacidade de resposta da defesa agropecuária paraense”, afirmou.
As ameaças no radar
O combate às pragas é vital para a economia paraense. Segundo Lucionila Pimentel, diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, as cadeias produtivas que estão sob maior proteção movimentam cerca de R$ 10 bilhões anuais e ocupam 600 mil hectares no Estado.
Atualmente, o foco da fiscalização está concentrado em três frentes:
- Vassoura-de-bruxa da mandioca: Com ocorrência restrita ao Parque do Tumucumaque (AP). Não há registros no Pará, mas o monitoramento é intensivo para evitar a entrada da praga.
- Mosca-da-carambola: Monitoramento contínuo com armadilhas e barreiras volantes na divisa com o Amapá para proteger os polos de fruticultura.
- Monilíase: Ações preventivas para evitar que a doença, que ataca o cacaueiro e o cupuaçuzeiro, comprometa o Pará, maior produtor nacional de amêndoas de cacau.
Para executar o plano, a Adepará conta com uma capilaridade robusta: são 20 regionais, 178 escritórios locais de sanidade agropecuária e 14 postos de fiscalização distribuídos por todo o território paraense.


