Resumo
- Uma rota de ecoturismo de aproximadamente 468 quilômetros que liga Belém à Serra do Piriá (Viseu), no nordeste do Pará, une natureza, cultura e aventura.
- O percurso atravessa 17 municípios (regiões de Guajará, Guamá e Rio Caeté) e passa por paisagens como manguezais, florestas de terra firme e igarapés.
- Planejada para caminhantes e ciclistas, ideal para observação de aves, banhos de rio, contemplação da fauna e contato com a maior faixa contínua de manguezais preservados do mundo.
- O roteiro inclui vivências com populações locais, como visitas a casas de farinha na região bragantina, acompanhamento do extrativismo de caranguejos e ostras, e pesca artesanal.
- A trilha conecta 11 áreas protegidas — sendo 6 unidades de conservação (reservas extrativistas e APAs) e 5 territórios quilombolas.
- A jornada começa em Belém, tendo como marco inicial a Catedral da Sé e percorrendo o tradicional caminho do Círio de Nazaré antes de seguir rumo ao litoral amazônico.
A combinação entre natureza, cultura e aventura faz da Trilha Amazônia Atlântica uma das principais experiências de ecoturismo da região Norte. O percurso liga Belém à Serra do Piriá, na cidade de Viseu, no nordeste paraense, e percorre aproximadamente 468 quilômetros.
Entre os destaques estão manguezais, florestas de terra firme, igarapés de águas claras e comunidades tradicionais, que preservam modos de vida característicos da Amazônia.
O trajeto passa por 17 municípios das regiões de integração Guajará, Guamá e Rio Caeté, reunindo manifestações culturais, gastronomia e vivências ligadas ao cotidiano das populações locais.
Planejada para caminhantes e ciclistas, a trilha oferece contato direto com alguns dos ambientes mais representativos do litoral amazônico, incluindo a maior faixa contínua de manguezais preservados do planeta. A variedade de cenários favorece atividades como observação de aves, banhos em águas cristalinas, contemplação da fauna e da flora e práticas ao ar livre.
Natureza e cultura pelo caminho
Além das paisagens naturais, o roteiro permite conhecer tradições e atividades que fazem parte da identidade regional. Entre elas estão as visitas às casas de farinha da região bragantina, o acompanhamento do extrativismo de caranguejos e ostras e a pesca artesanal realizada em canoas de madeira. As vivências aproximam os visitantes de saberes transmitidos entre gerações e da cultura amazônica presente ao longo do percurso.
A Trilha Amazônia Atlântica também desempenha papel relevante na conservação ambiental. Atualmente, o percurso conecta 11 áreas protegidas, sendo seis unidades de conservação: as reservas extrativistas marinhas de Tracuateua, Caeté-Taperaçu, Araí-Peroba e Gurupi-Piriá; a Área de Proteção Ambiental da Costa do Urumajó e a APA Belém. O trajeto inclui ainda cinco territórios quilombolas: Torres, em Tracuateua; América, em Bragança; Pitimandeua, em Inhangapi; Macapazinho, em Castanhal; e Santíssima Trindade, em Santa Isabel do Pará.
Como chegar
O acesso à trilha é feito por Belém (PA). O ponto inicial é a Catedral da Sé, no centro histórico da capital paraense. A partir dali, os visitantes iniciam a jornada percorrendo o tradicional caminho do Círio de Nazaré, uma das mais importantes manifestações religiosas e culturais do país, antes de seguir em direção aos cenários naturais que caracterizam o percurso.


