O Fundo Amazônia deu um passo estratégico para fortalecer as populações que mantêm a floresta em pé. Nesta segunda-feira, 6, foi lançado o “Prêmio Fundo Amazônia – Conhecer e Reconhecer”. A iniciativa, fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o BNDES, vai premiar 50 iniciativas locais com R$ 50 mil cada, totalizando um investimento de R$ 2,5 milhões.
O prêmio foca em organizações e coletivos que já desenvolvem ações concretas de proteção territorial e conservação ambiental na Amazônia Legal. Segundo Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, a premiação simboliza uma mudança de patamar no Fundo.
“Desde 2023, o Fundo ampliou sua presença nos territórios e passa agora a apoiar diretamente iniciativas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que já desempenham papel central na proteção da floresta. O prêmio reconhece e fortalece esses que são os principais guardiões da Amazônia”, afirmou ela, durante o Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília.
Inscrições
As inscrições estão abertas até o dia 6 de julho de 2026. Podem participar coletivos e organizações autodeclaradas em três segmentos:
- Índígenas: 15 iniciativas selecionadas.
- Quilombolas: 15 iniciativas selecionadas.
- Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs): 20 iniciativas selecionadas.
Para a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, a ação vai além do financeiro.
“O prêmio valoriza não apenas os povos indígenas e as comunidades quilombolas, mas também a diversidade de povos e comunidades que atuam diretamente na proteção dos territórios e na conservação da Amazônia. Ao reconhecer esses sujeitos, evidencia modos de vida fundamentados no bem-estar coletivo, na relação equilibrada com a natureza e no desenvolvimento de tecnologias ancestrais, historicamente construídas e essenciais para a proteção do bioma amazônico”, destacou.
Ela acrescentou ainda que a medida “fortalece a visibilidade e reafirma o papel estratégico desses povos como verdadeiros guardiões da sociobiodiversidade e detentores de direitos”.
Critérios de seleção
O processo será dividido em duas etapas: habilitação documental pelo BNDES e análise qualitativa por comissões interinstitucionais, que contam com a participação da COIAB, CONAQ e Rede PCTs.
Serão avaliados projetos já realizados que apresentem resultados em frentes como vigilância territorial, restauração ecológica, segurança alimentar e manejo integrado do fogo. Pontos como o protagonismo de mulheres, a participação de jovens e a transmissão de saberes ancestrais serão diferenciais na pontuação.
O cronograma prevê a divulgação dos vencedores em novembro de 2026, com eventos de premiação e visibilidade agendados para o final do ano. Detalhes e editais completos estão disponíveis no site oficial do Fundo Amazônia.
As inscrições vão até 6 de julho de 2026.
Todas as informações sobre o Prêmio Fundo Amazônia – Conhecer e Reconhecer estão disponíveis neste link .


