Nesta semana, uma delegação do Reino Unido esteve no Parque de Bioeconomia, em Belém, para conhecer a estrutura e o modelo de funcionamento do espaço voltado ao desenvolvimento de negócios sustentáveis baseados na biodiversidade amazônica.
A delegação é composta por representantes do Partnerships for Forests (P4F), programa financiado pelo governo britânico que apoia negócios de impacto e parcerias voltadas à proteção de florestas tropicais. O programa atua conectando investimentos privados, governos e comunidades locais para desenvolver cadeias produtivas sustentáveis em países da América Latina, África e Sudeste Asiático.
No Brasil, a atuação passa justamente pelo apoio a projetos capazes de gerar renda e desenvolvimento sem desmatamento. Logo, a visita ao Pará é considerada estratégica pelo governo estadual para ampliar essa cooperação e trazer mais apoio a negócios sustentáveis paraenses, especialmente após a inauguração do Parque da Bioeconomia, em 2025.
Durante a agenda, conduzida na última quarta-feira, 4, pela secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas), Camille Bermeguy, os representantes conheceram a estrutura do Parque e as estratégias do governo estadual para impulsionar negócios baseados na sociobiodiversidade.
“O Parque de Bioeconomia foi pensado para ser o endereço da inovação de base florestal no Pará. Um ambiente que reúne startups, comunidades e pesquisadores, com serviços, incubação e conexão com investimento. Aqui a gente cria as condições para transformar a sociobiodiversidade amazônica em produtos, tecnologias e oportunidades, com geração de renda e valorização de saberes tradicionais”, disse.
O local funciona como um hub de inovação voltado à bioeconomia, onde empreendedores, pesquisadores e comunidades têm acesso a ambientes de trabalho colaborativo, incubadoras de negócios, aceleradoras, fundos de investimento e espaços de conexão com o mercado. A proposta do espaço é transformar pesquisas e conhecimentos tradicionais em produtos e tecnologias sustentáveis com alto valor de mercado.
Durante a visita, a delegação também conhece o Laboratório-Fábrica, uma planta-piloto voltada ao desenvolvimento e à produção experimental de alimentos, cosméticos e químicos finos a partir de insumos da floresta. A estrutura integra o centro de inovação do complexo e foi criada para aproximar a pesquisa científica do setor produtivo.
Para o governo paraense, o Parque de Bioeconomia é um ponto de inovação voltado para atrair e concentrar potenciais parceiros internacionais para criação e desenvolvimento de tecnologias, empreendimentos e produtos mais sustentáveis.
O espaço integra a estratégia de implementação do Plano Estadual de Bioeconomia do Pará (PlanBio), que busca fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar oportunidades econômicas ligadas à biodiversidade amazônica.
Camille Bermeguy destaca que o investimento em políticas e estruturas voltadas a bioeconomia tem colocado o estado no radar internacional.
“O Pará vem consolidando uma política pública robusta para a bioeconomia, com instrumentos como o PlanBio e estruturas como o Parque e o Laboratório-Fábrica, que aproximam ciência e mercado com responsabilidade socioambiental. Esse avanço desperta o interesse de governos, empresas, fundações e instituições estrangeiras, porque o mundo busca soluções reais para manter a floresta em pé e, ao mesmo tempo, promover desenvolvimento sociobioeconômico com base na Amazônia”, concluiu.


