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MEIO AMBIENTE CULTURA 2 de março de 2026

“Quem vive do rio aprende a se virar”: A força da tradição na pesca do Mapará

Fim do defeso mobiliza cinco municípios e reforça identidade cultural e ambiental do Pará
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Embarcações reunidas para a pesca do Mapará. Foto: Reprodução/Prefeitura Municipal de Cametá.
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Por Tereza Coelho

O respeito aos ciclos do meio ambiente é uma meta desejada em todo o mundo, mas e se este ciclo virar uma tradição popular que mobiliza um estado inteiro e envolve mais de 50 comunidades ribeirinhas? Essa realidade é vivida anualmente em Cametá, no nordeste paraense, onde o fim do defeso do Mapará, peixe símbolo da pesca local, é celebrado por 55 comunidades ribeirinhas de cinco municípios e atrai turistas. A manifestação também é considerada Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará.

Raimundo Costa é líder de uma pequena associação de pescadores em Igarapé-Miri, um dos municípios que celebra a abertura da pesca do Mapará. Para ele, o período de defeso é uma pausa importante para o futuro da tradição.

“É importante respeitar o defeso senão falta peixe no futuro. Todo ano a gente recebe orientações e incentivo pra fazer outros jeitos de ganhar dinheiro e até auxílio pra quem precisar. Se não fizer a pausa certinho nesse período (entre 1º de novembro e 1º de março) a produção diminui e a pesca rende pouco. Se a gente tem as nossas necessidades, tem a deles também”, conta.

O diretor de pesca da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Orlando Lobato, explica que a legislação implementada há mais de 10 anos foi estabelecida com base em estudos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Houve muita pesquisa para definir o melhor espaço de tempo para o período de defeso. Isso ajuda o governo a estabelecer políticas públicas e as comunidades por dar a noção exata do período em que a pausa é realmente necessária”, diz.

Lucyan Santos é de Cametá e reforça que o fim do defeso é uma grande celebração entre amigos e o meio ambiente.

“A gente tem outras formas de ganhar dinheiro porque quem vive da terra e do rio aprende a se virar desde sempre, mas o Mapará é uma tradição, um símbolo muito muito importante. As crianças crescem comendo mapará e se tu cresceste sem estar no borqueio (quando as embarcações se posicionam em um círculo para pescar), cresceu errado. É hora de encontrar os amigos de Oeiras, Igarapé-Miri, e Limoeiro (do Ajuru) e ver quem pegou os mais graúdos. Se tiver defeso, tem peixe e se tiver peixe é mais um ano desse encontro garantido. É uma grande celebração que precisa continuar”, celebra.

Maparás capturados no borqueio. Foto: Arquivo/Agência Pará

100 toneladas no primeiro dia

No primeiro dia da abertura da pesca do Mapará, os borqueios podem capturar entre 8 a 20 toneladas por bloqueio, chegando a 100 toneladas. No entanto, em parte do município, os frutos do primeiro borqueio são divididos e doados entre comunidades carentes. A abertura de mercado nas feiras da região acontece ao longo da semana.

“Ninguém resiste um mapará assado de brasa, do lado da família e dos amigos então, melhor ainda. Isso que dizem é o tal do consumo consciente”, comenta Raimundo.

O diretor da Sedap conta ainda que o final do defeso também é recebido com festa em outros municípios. Em Curuá, por exemplo, existe um evento semelhante do de Cametá para marcar o retorno da pesca. Ele explica que a maior preocupação é garantir acordos justos com as comunidades, como forma de garantir a preservação do defeso e um equilíbrio ambiental.

“Através da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o Estado tem tido um protagonismo bastante importante no sentido de celebrar esses acordos de pesca, que nada mais são do que a concordância da comunidade envolvida, de forma participativa, e seguindo todo um processo e um calendário, até se chegar à conclusão daquele acordo selado, para que haja melhor preservação do mapará”

Cametá defeso destaque destaque1 mapará pesca do mapará
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