Neste ano, o AgForest Lab, projeto focado em sistemas agroflorestais promete sair do papel. A iniciativa, firmada na COP30, é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a TIM Brasil para funcionar como um ambiente de experimentação prático para testar tecnologias e modelos produtivos sustentáveis que integrem agricultura, floresta e inovação digital.
A sede do projeto será na Fazenda Felisberto Camargo, área que antes era destinada à produção animal na capital paraense. Após a fase de adaptação, o espaço deve integrar empresas, universidades, instituições de pesquisa e produtores interessados em tecnologias sustentáveis na Amazônia. A fazenda fica dentro do espaço da Embrapa Amazônia Oriental e possui aproximadamente 213 hectares.
Bruno Giovany, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, explicou ao Globo Rural que a proposta é que o AgForest Lab funcione como um laboratório vivo, permitindo que parceiros utilizem o conhecimento acumulado pela empresa em décadas de pesquisa. As culturas previstas para estudo são açaí, cacau, andiroba, café e cumaru.
Na prática, haverá sensores instalados nas áreas de cultivo para registrar informações como incidência de praga, doenças nas plantas e dados meteorológicos. As informações serão enviadas em tempo real para os laboratórios de pesquisa, ajudando no acompanhamento dos experimentos e na gestão da área.
Esses dados podem ajudar a validar tecnologias agrícolas em condições reais de produção, assim como aproximar o setor produtivo da pesquisa científica.
Essa é a segunda parceria entre Embrapa e TIM para conectar ambientes de inovação no agro. Em 2025, durante a Agrishow 2025, as duas instituições anunciaram um acordo para levar conectividade 4G à AgNest, fazenda-laboratório instalada na Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna, no interior de São Paulo.
No caso do AgForest Lab participação da TIM no projeto envolve a oferta de conectividade 4G e 5G no campo experimental, além de soluções baseadas em internet das coisas (IoT). A infraestrutura digital deve permitir o monitoramento das lavouras, coleta de dados ambientais e rastreabilidade da produção.


