A NOAA (agência oceânica dos EUA) atualizou os dados: há 61% de chance de um novo El Niño começar entre maio e julho de 2026. A chegada antecipada do fenômeno preocupa porque ele, que costuma provocar chuvas excessivas no Sul e Sudeste do Brasil, assim como seca severa no Norte e Nordeste, deve chegar ainda mais cedo, podendo agravar eventos climáticos em todo o mundo.
O relatório explica que, embora o El Niño seja um ciclo natural, o aquecimento global deixa tudo mais grave, tornando os eventos mais extremos. Na prática, isso aumenta o risco de repetir o que vimos há pouco tempo: inundações recordes no Sul e o Rio Tapajós parando por falta de água.
No Pará, o agravamento aos eventos climáticos está sendo observado com cautela pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) com a criação de estratégias para minimizar impactos e apoiar a população.
Em um relatório divulgado em março pela secretaria, foi destacada a importância do fortalecimento contínuo do Programa Estadual de Prevenção a Incêndios Florestais (Pepif) e da integração entre os órgãos ambientais e de segurança pública, abrindo inclusive a contratação temporária de brigadistas para ações de prevenção aos incêndios florestais.
A antecipação é necessária visto que, um levantamento publicado neste mês de abril pelo Observatório do Clima revelou que 30% dos municípios paraenses não possuem verba para se preparar ou reagir as consequências de eventos extremos.
Na atual temporada de chuvas, que atinge o Pará desde o final de 2025, 23 dos 144 municípios entraram em situação de emergência. Neste caso, o planejamento das ações de assistência visou principalmente a assistência aos municípios mais impactados, mas nas ações voltadas ao El Niño, a meta é tentar garantir que as possíveis consequências não gerem tantos impactos à população e ao meio ambiente.


