Dias depois da Petrobras entregar ao Ibama um relatório sobre o vazamento de quase 20 mil litros de fluido de perfuração na abertura do poço Morpho, no bloco FZA-M-59 na Foz do Amazonas, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizou a retomada da atividade. Nesta semana, o órgão regulador iniciou uma auditoria na NS-42 [ODN II], plataforma responsável pela perfuração do poço.
“Considerando as análises técnicas realizadas e as medidas mitigadoras propostas pela Petrobras, concluiu-se não haver óbice ao retorno das atividades de perfuração no referido poço”, diz o ofício que a ANP enviou à Petrobras na quarta-feira, 4.
No entanto, a agência atrelou a retomada a condicionantes a serem cumpridas em prazos estabelecidos.
Entre as condicionantes está a troca de todas as vedações do riser (tubulação que liga o poço à plataforma) antes do uso. Além disso, juntas reservas do riser devem ser utilizadas somente após o envio dos certificados de conformidade à ANP.
A Petrobras também deve comprovar que todos os trabalhadores envolvidos na atividade foram treinados no procedimento revisado. Outra condição é a revisão do plano de manutenção preventiva, com coleta mais frequente de dados sobre vibração.
A perfuração no Bloco 59 estava suspensa desde 4 de janeiro, quando a Petrobras identificou um vazamento de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço Morpho. Apesar do acidente e de diversos indícios dos riscos da atividade na área, amplamente divulgados por especialistas, a Petrobras afirmou que pretende retomar as atividades após a conclusão dos trabalhos de reparo.


