A Colômbia assumiu a liderança de uma das principais discussões climáticas na COP30 e anunciou, na manhã desta sexta-feira (21), a criação de uma nova conferência internacional dedicada exclusivamente à transição dos combustíveis fósseis. A Ministra do Meio Ambiente colombiana, Irene Velez-Torres, foi taxativa ao lançar a “Declaração de Belém para a transição dos combustíveis fósseis” e exigir um compromisso imediato.
“Esta COP não pode terminar sem um mapa claro para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis”, afirmou, em referência a ausência do tema no novo rascunho de decisão da COP30, divulgado pela manhã.
Aplaudida, Velez-Torres revelou que mais de 80 países já apoiam um roteiro para o tema. Para garantir que o debate não termine em Belém, o governo colombiano, em aliança com a Holanda, sediará a primeira Conferência Internacional para a Transição dos Combustíveis Fósseis em Santa Marta, Colômbia, nos dias 28 e 29 de abril de 2026.
A coletiva reuniu ministros de 14 países, muitos deles de nações insulares do Pacífico — como Vanuatu —, que correm risco de desaparecimento devido à crise climática.
“Sem mitigação nós ficaremos presos num ciclo de aumento de emissões e custos de adaptação climática”, disse o ministro de Luxemburgo, Serge Wilmes.
A representante das Ilhas Marshall, Tina Stege, reforçou a determinação do grupo, que agradeceu o impulso dado pelo Brasil no tema.
“Nós sabemos que alguns não estão convencidos, mas… Esse mapa do caminho é inevitável, ele vai acontecer. Esses países se uniram para garantir que ele vai acontecer”, ressaltou Stege.


