O Ministério da Agricultura publicou uma portaria na quarta-feira, 7 incluindo os municípios de Óbidos e Oriximiná, situados na Terra Indígena do Parque do Tumucumaque, no Pará, como zonas de ocorrência da praga quarentenária Rhizoctonia theobromae (ou Ceratobasidium theobromae). Em novembro de 2025, Almeirim já havia sido declarado como área de ocorrência da praga.
Conhecida popularmente como vassoura de bruxa da mandioca, a doença exige a aplicação imediata de protocolos rigorosos estabelecidos pelo governo federal para conter sua disseminação.
Após a confirmação da doença, as diretrizes determinam a remoção e eliminação completa das plantas infectadas e de seus restos culturais por meio de queima, visando reduzir o inóculo do fungo no solo. Além da eliminação do material orgânico, o protocolo exige a limpeza minuciosa de ferramentas, equipamentos e veículos utilizados nas áreas suspeitas com água e detergente.
A desinfecção deve ser complementada com o uso de soluções específicas, como álcool 70%, hipoclorito de sódio (água sanitária) ou amônia quaternária. A higiene pessoal também é um fator crítico: roupas, calçados e acessórios devem ser lavados e desinfetados logo após o contato com a zona afetada para impedir que os esporos alcancem outras plantações.
Restrições de trânsito para proteção de áreas sadias
Como medida de segurança biológica, está terminantemente proibida a saída de qualquer material de propagação das áreas contaminadas para regiões não afetadas. Essa restrição é fundamental para barrar o avanço da praga e proteger a produção agrícola paraense em áreas ainda sadias.
A implementação dessas normas rigorosas de higiene e controle é a principal estratégia do governo para evitar que a vassoura de bruxa da mandioca se espalhe por outras regiões do país.


