Enquanto as galerias internas do Museu das Amazônias (MAZ) se transformam para receber novas exposições, o acervo ganha vida lá fora. A partir deste domingo, 8, o MAZ rompe a barreira do edifício e ocupa a orla de Belém com as Visitas Mediadas no Complexo Porto Futuro, integrando a programação do MAZ em Movimento.
A proposta é transformar o Porto Futuro em uma sala de aula viva. A proposta das visitas mediadas é caminhar, observar e descobrir as camadas de história, memória e transformação que atravessam o que hoje conhecemos como Complexo Porto Futuro.
O historiador Michel Pinho abre a temporada logo cedo, às 10h, convidando o público a caminhar pelo território de narrativas da capital.
“Acho que a grande experiência vai ser pensar o espaço do museu e do Porto Futuro como um território histórico, que surgiu a partir dos interesses da cidade no final do século 19 e que está diretamente ligado à expansão de Belém e do bairro da Campina”, explica ele.
As visitas irão acontecer todos os domingos até junho, sempre em duas sessões, às 10h e 16h, com ponto de encontro na varanda do Museu das Amazônias. Cada grupo terá até 40 participantes e a participação é gratuita, com inscrições feitas na hora.
“Queremos estimular as pessoas a pensar a Amazônia a partir da sua formação histórica”, afirmou Pinho.
A mediação propõe uma leitura integrada do território, conectando a paisagem urbana, o rio e os vestígios materiais do passado às narrativas do MAZ. O percurso estabelece vínculos com espaços que hoje abrigam acervos arqueológicos encontrados durante as obras de requalificação da área, como os materiais expostos no polo gastronômico, ampliando o entendimento do patrimônio para além das vitrines e inserindo-o no cotidiano da cidade.
Como resume Gabrielle Martins, coordenadora de Programação do MAZ, “o museu segue em movimento, criando experiências que conectam as pessoas à história e às paisagens amazônicas”.


