O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou nesta quarta-feira, 4, as ações de prevenção e combate a incêndios florestais previstas para 2026. As medidas integram uma nova política de governança do fogo iniciada em 2023 e reforçam os resultados obtidos no ano passado: a área queimada no Brasil caiu 39% em 2025 em relação à média dos oito anos anteriores, segundo dados da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os números foram expressivos nos biomas mais vulneráveis:
- Pantanal: redução de 91%
- Amazônia: redução de 75%
- Mata Atlântica: redução de 58%
- Pampa: redução de 45%
Para a ministra Marina Silva, os resultados são reflexos da implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), instituída pela Lei 14.944/2024. A política coordena a atuação entre União, estados, municípios, setor privado e comunidades tradicionais.
Um dos pilares do plano para 2026 é a portaria de emergência ambiental assinada pela ministra no fim de fevereiro. O instrumento, baseado em dados técnicos sobre déficit de chuvas e histórico de calor, permite a contratação emergencial de brigadistas e define períodos e áreas de maior vulnerabilidade.
“É planejar, prevenir e combater, assegurando que essas iniciativas sejam políticas permanentes”, afirmou Marina Silva.
Para 2026, o governo decretou emergência ambiental em áreas de risco e autorizou a contratação emergencial de brigadistas. A estrutura mobilizada inclui:
- 4.660 profissionais, entre brigadistas e servidores do Ibama e do ICMBio
- 18 helicópteros e 12 aviões para lançamento de água
- 89 embarcações e 973 caminhonetes
“Algo que sempre foi muito importante ao longo da nossa história é que a gente tem trabalhado com, pelo menos, 50% das nossas brigadas formada por indígenas e algo perto de 10% de quilombolas e isso é muito importante porque são pessoas que conhecem os territórios e estão acostumadas a andar no ambiente florestal,” conclui.
O alerta, porém, já está dado para o segundo semestre. Com o enfraquecimento do La Niña e a provável chegada do El Niño a partir de julho, especialistas projetam uma temporada de secas mais intensa, com maior risco de incêndios nas regiões Norte e Nordeste e irregularidade climática no centro do país.


