O desmatamento caiu para o menor nível em 11 anos na Amazônia Legal, atingindo a marca de 5.796 km² em 2025. Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quinta-feira, 12, confirmam uma redução consolidada de 11% em relação ao ano anterior e uma queda expressiva de 50% quando comparada aos índices de 2022. Trata-se do quarto ano consecutivo de queda no desmatamento.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou que a estratégia de combate aos crimes ambientais continua passando por ajustes contínuos. Segundo ela, o foco em 81 municípios considerados prioritários — responsáveis pela maior parte da pressão sobre a floresta — foi decisivo.
“Tivemos uma queda do desmatamento na Amazônia de 50% quando olhamos para o que vinha acontecendo em 2022, e uma queda no país inteiro de 32%”, afirmou Marina Silva. A ministra projetou ainda um cenário ainda mais otimista para o fechamento de 2026: “Os dados que temos até agora, baseados no monitoramento de agosto a janeiro, indicam uma expectativa de queda em torno de 35% para 2026, o que seria o menor desmatamento da história da Amazônia Legal”.
Tecnologia no campo
Um dos pontos altos do relatório é o desempenho dos municípios que mais desmatam. Dos 81 mapeados, 70 aderiram a programas de cooperação para fortalecer a fiscalização local. O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento, André Lima, detalhou que a queda nessas localidades foi de 65,5%, muito acima da média geral do bioma.
“Esses municípios estão aderindo a um movimento forte de redução. Eles recebem o equipamento para poder acompanhar as coisas em tempo real”, explicou Lima.
Esse resultado foi impulsionado pela entrega de um “pacote tecnológico” para as equipes de fiscalização:
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Estrutura: Lanchas, caminhonetes, motos e drones para acesso a áreas remotas.
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Inteligência: Contratação de consultores em geoprocessamento.
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Conectividade: Uso de internet via satélite (Starlink) para monitoramento de alertas em tempo real.
Projeções para 2026
A tendência de queda deve se manter ao longo deste ano. Indicadores dos últimos seis meses (agosto de 2025 a janeiro de 2026) apontam para uma redução estimada em 35% para o fechamento de 2026. Se a projeção se confirmar, a Amazônia Legal poderá registrar a menor taxa de desmatamento de toda a série histórica.
“Temos uma expectativa, acompanhando os últimos seis meses, de agosto a 31 de janeiro, a expectativa de chegarmos à menor taxa de desmatamento na Amazônia da série histórica se continuarmos com esses esforços”, disse Marina.


