A região Norte é o grande destaque dos primeiros seis meses de execução do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026. Com um esforço concentrado para levar recursos a áreas historicamente menos assistidas, a região registrou 57,8 mil contratos, o que representa um salto impressionante de 80,6% no número de operações em relação à safra anterior. Em termos financeiros, foram aportados R$ 3,3 bilhões, um crescimento de 9,9% no valor contratado, consolidando a bioeconomia e a produção amazônica no centro da política de crédito rural.
Em âmbito nacional, o Plano Safra alcançou números expressivos entre julho e dezembro, totalizando 1.183.669 operações e R$ 40,2 bilhões contratados. O desempenho reflete um crescimento de 20% sobre o ciclo anterior e reforça a inclusão de públicos estratégicos. O acesso de povos indígenas cresceu 49,7% (R$ 56,6 milhões), enquanto o financiamento para pescadores artesanais saltou 179,9% e o para extrativistas subiu 39%.
“Os resultados desses primeiros meses do Plano Safra mostram que o Pronaf deixou de ser apenas um instrumento de crédito. Estamos ampliando o acesso ao financiamento, chegando a quem mais precisa, fortalecendo a produção de alimentos, promovendo inclusão social e levando mais dignidade e qualidade de vida para as famílias do campo. Esse é um caminho consistente de desenvolvimento rural sustentável, com geração de renda e redução das desigualdades”, disse o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger,
Inclusão de mulheres, jovens e sustentabilidade
A democratização do crédito é um dos pilares do atual Plano Safra, com foco especial em grupos historicamente menos assistidos. O Pronaf Jovem registrou um salto inédito de 1.555% no volume financiado, atingindo R$ 8,6 milhões, enquanto as mulheres já ocupam 42% de todas as operações realizadas.
Esse avanço também é visível entre povos indígenas, pescadores artesanais — que tiveram um aumento de 179,9% nos contratos — e extrativistas, reforçando o papel da política pública na inclusão produtiva e na autonomia econômica no campo.
Além disso, linhas voltadas ao meio ambiente, como o Pronaf Floresta e o Pronaf Bioeconomia, cresceram expressivamente, apoiando o uso sustentável dos recursos naturais.
No que diz respeito ao abastecimento, o financiamento para alimentos da cesta básica apresentou crescimento consistente em setores como hortaliças, frutas e leite (que alcançou R$ 7 bilhões em contratos), reafirmando a importância da agricultura familiar para a soberania alimentar do País.
A modernização das propriedades também avançou através do Programa Mais Alimentos, que destinou R$ 8 bilhões para a mecanização com foco em tecnologias adequadas à pequena escala, como máquinas de pequeno porte e o financiamento de estufas para cultivo protegido, que cresceu 169%.
O maior da história
Consolidando-se como uma política estruturante, o Plano Safra 2025/2026 é o maior da história, com R$ 89 bilhões em recursos e novas modalidades como o Pronaf Conectividade e o Pronaf Acessibilidade.
A capilaridade do crédito é ampliada pela atuação de mais de 20 instituições financeiras e por ações complementares como o Desenrola Rural, que possibilitou a regularização de 856 mil contratos e R$ 20 bilhões em dívidas.
Para acessar esses recursos, o agricultor deve possuir o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e apresentar um projeto de financiamento em uma instituição financeira, contando com o apoio de cooperativas e entidades de assistência técnica.


