Com apoio técnico do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), o Pará criou mais três Unidades de Conservação municipais (UCs), totalizando 42 em todo o Estado. O principal objetivo dessas unidades é integrar a proteção da biodiversidade e o desenvolvimento das economias locais mantendo a floresta em pé.
Entre as três novas unidades, duas estão no Arquipélago do Marajó e uma no nordeste do Estado. No município de Salvaterra, no Marajó, foram criados o Bosque Municipal Mata do Bacurizal e a Unidade de Conservação Lago Caraparu. Já em Concórdia do Pará, nordeste do Estado, a novidade é a proteção ao Bosque Municipal Pedro Desingrini.
As novas áreas garantem a proteção de fragmentos de vegetação nativa, recursos hídricos e paisagens naturais, além de abrir espaço para atividades de turismo de base comunitária e educação ambiental.
Jocilete Freitas, analista do Ideflor-Bio, explica que esses espaços contribuem com a preservação da fauna e da flora, e à conservação de nascentes e rios, além de incentivarem a sensibilização ambiental entre as comunidades.
“Essas Unidades de Conservação são fundamentais para a integração efetiva dos mais de 140 municípios do Pará às políticas ambientais nacionais. Significa um ganho importante para todos os agentes envolvidos, que alcançam mais proteção e capacidade de uma fiscalização adequada”, diz.
Das 42 Unidades de Conservação Municipais existentes no Pará atualmente,19 são classificadas como áreas de Proteção Integral e 23 de Uso Sustentável. Os 88 mil hectares já protegidos estão distribuídos em diferentes regiões do Estado, levando a fortalecendo a presença da política ambiental aos povos que vivem nesses territórios.
No entanto, o Ideflor-Bio explica que este número pode aumentar ainda mais nos próximos anos, com o apoio a mais de 50 municípios interessados em criar áreas protegidas.
“Esse interesse sinaliza um interesse real em fazer parte das políticas públicas e a ver elas como algo positivo para a população. Sabemos que existe o interesse da população, do mercado e o do poder público, mas ver a espontaneidade em criar novas UCs é sempre muito positivo porque fortalece o patrimônio natural do Pará e cria caminhos para um desenvolvimento sustentável de longo prazo”, diz.
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